Convivência com os pets deve ser alicerçada na reciprocidade

Convivência com os pets deve ser alicerçada na reciprocidade

8 de julho de 2021 0 Por Redação Em Notícia

A lei federal 11.126/2005 e o decreto 5.904/2006 asseguram o direito de ingresso e permanência do cão-guia junto ao seu tutor

Todos os animais merecem respeito, amor e proteção e, estimulam a sociabilidade e colaboram com a saúde do tutor

Durante a pandemia cresceu ainda mais a presença de animais de estimação nos lares brasileiros, fato que evidencia uma tendência já observada há anos nos lares brasileiros, com mais pets e menos crianças, conforme dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com um estudo elaborado pela Human Animal Bond Research Institute (HABRI) com dois mil pessoas que têm animais de estimação em casa, 74% relataram uma melhora na saúde emocional por conta da relação com seu animal de estimação. “Outros 75% disseram notar melhora da saúde mental de um amigo ou familiar relacionada à presença de um animal de estimação”, relata Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

As estatísticas mostram que as crianças que têm cães aprendem a falar mais rápido do que as que não têm. O convívio estimula a sociabilidade e colabora com o desenvolvimento cognitivo.

Diversos estudos mostram que ter um pet em casa faz bem à saúde. O convívio, afinal, estimula passeios, que por sua vez resultam em atividade física, contribuindo para que o tutor não desenvolva estresse, ansiedade ou depressão.

De acordo com dados do IBGE, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil. Para toda essa população, estima-se que exista pouco mais de 200 cães-guia em atividade, um número baixo quando comparado à demanda. “Mas, já existem algumas entidades voltadas para a causa e formação de novos cães, embora seja um processo longo e que exija bastante dedicação dos envolvidos”, salienta Vininha F. Carvalho.

A lei federal 11.126/2005 e o decreto 5.904/ 2006 asseguram o direito de ingresso e permanência do cão-guia junto ao seu tutor, instrutor, treinador ou voluntário socializador em qualquer ambiente de uso coletivo. Portanto, é preciso respeitar tanto o acompanhante, quanto o animal, independente da fase de treinamento ou atuação que se encontre.

A convivência com os pets deve ser alicerçada na reciprocidade, ou seja, o benefício que ele oferece ao tutor deve ser retribuído com muito carinho e respeito. Ter um animal não é sinônimo de apenas dar água e comida, ele tem que desfrutar de muita atenção e exige uma rotina de cuidados.

Os custos para manter um animal de estimação podem variar conforme a raça e espécie, e envolve a alimentação, consultas veterinárias, vacinas, remédios, e outras despesas, permitindo garantir-lhe uma vida feliz e saudável.

“A adoção de animais é uma das principais formas de trazer os animais de companhia para dentro de casa. Algumas pessoas têm receio de adotar um cão adulto, por acreditar que terão dificuldades de adaptação em seu novo lar. Mas isso é relativo. Os animais acolhidos nessa fase costumam ser até mais gratos. Adotar é bom demais, os animais que entram na nossa vida são sinônimo de amizade, lealdade e companheirismo”, finaliza Vininha F. Carvalho.

Website: https://www.revistaecotour.news

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