Incêndio criminoso e ameaças de morte levam ao fechamento de academia
7 de abril de 2026Proprietário encerra atividades de unidade no Bairro Novo Jaraguá após atentado causar prejuízo de R$ 500 mil e autor anônimo ameaçar clientes e familiares do empresário
Um empresário do setor de fitness oficializou, nesta semana, o fechamento definitivo de uma de suas unidades em Montes Claros, no Norte de Minas, após ser alvo de uma escalada de violência que incluiu um incêndio criminoso e ameaças de morte. O estabelecimento, localizado no bairro Novo Jaraguá, teve suas atividades suspensas para garantir a integridade física de funcionários, clientes e da família do proprietário.
O caso teve início na madrugada de 20 de março de 2026, por volta das 03h, quando a unidade foi atingida por um incêndio enquanto estava fechada. De acordo com o sócio-proprietário, João Carlos Leite Marques, a perícia e as investigações preliminares indicam que o ato foi deliberado.
O sinistro resultou na destruição de equipamentos de musculação e comprometeu parte da estrutura alvenar do imóvel. O prejuízo financeiro estimado pelo empreendedor é de R$ 500 mil. Embora Marques possua outras três unidades na cidade, apenas o ponto do Novo Jaraguá foi visado.
Intimidação e Conteúdo da Carta Anônima
Após o incêndio, o proprietário recebeu uma correspondência apócrifa deixada sob a porta do estabelecimento. No texto, escrito à mão e com erros gramaticais, o autor assume a autoria do incêndio e amplia as ameaças para o caso de uma eventual reforma e reabertura do local.
As ameaças contidas no manuscrito incluem:
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Atentado Coletivo: Promessa de novo incêndio com frequentadores no interior do prédio ou disparos de arma de fogo contra os clientes.
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Violência Familiar: Ameaças direcionadas à mãe, filha e namorada do empresário.
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Vigilância Constante: Alegação de monitoramento das rotinas de Marques e ameaça de ataque a uma propriedade rural (sítio) da família.
Diante da gravidade das intimidações, João Carlos utilizou as redes sociais para comunicar a decisão de encerrar as atividades do local de forma permanente. Em depoimento, o empresário manifestou insegurança quanto ao exercício da atividade econômica na região.
“Me sinto sem segurança para trabalhar. Não posso empreender. Estou me sentindo numa zona de guerra. Nunca vi nada parecido em Montes Claros e nunca imaginei que passaria por isso”, declarou Marques.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito para apurar o crime de dano qualificado (incêndio) e o crime de ameaça. O proprietário informou que já prestou depoimento e entregou a carta às autoridades, abstendo-se de especular publicamente sobre possíveis suspeitos para não comprometer o sigilo das investigações.






