Governo implementa novos tetos de renda e valores para o Programa Minha Casa Minha Vida
24 de abril de 2026Atualização das regras amplia o acesso ao crédito habitacional para 6 milhões de famílias e eleva o valor máximo dos imóveis financiáveis para até R$ 600 mil
Entraram em vigor nesta quarta-feira (22) as novas diretrizes do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A reformulação técnica, que incide sobre os limites de renda das famílias beneficiárias e o teto dos imóveis financiáveis, visa expandir a base de proponentes ao crédito imobiliário e dinamizar o setor de construção civil.
A principal alteração reside no ajuste dos critérios de elegibilidade para cada faixa do programa. Com o aumento dos tetos salariais, famílias que anteriormente estavam excluídas ou enquadradas em faixas de juros mais altos passam a ter acesso a subsídios maiores e taxas mais competitivas.
Categoria |
Novo Limite de Renda (Mensal) |
Limite Anterior |
| Faixa 1 | Até R$ 3.200 | R$ 2.850 |
| Faixa 2 | Até R$ 5.000 | R$ 4.700 |
| Faixa 3 | Até R$ 9.600 | R$ 8.600 |
| Faixa 4 | Até R$ 13.000 | R$ 12.000 |
Ajuste nos Valores dos Imóveis
Além da renda, o governo elevou o valor máximo das unidades habitacionais que podem ser adquiridas via MCMV. Na Faixa 3, o teto saltou de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, voltada a rendas mais elevadas dentro do programa, o valor máximo passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil
Impacto no Mercado e Operações Industriais
Para o setor de incorporação, as mudanças representam um destravamento de demanda acumulada. De acordo com Edmil Adib Antonio, diretor de crédito imobiliário da MRV&CO, as alterações fortalecem a cadeia produtiva ao conferir maior capacidade de compra ao público-alvo.
A MRV, maior operadora de habitação econômica do país com atuação em 22 estados, projeta que o novo cenário impactará diretamente seu estoque. A empresa estima a disponibilização de aproximadamente 4,5 mil novas unidades voltadas à Faixa 1 sob as novas condições.
“Este novo cenário tende a acelerar a dinâmica de vendas e reforça a previsibilidade do segmento econômico”, avalia o executivo.
A expectativa oficial é de que as medidas alcancem cerca de 6 milhões de famílias em todo o território nacional, contribuindo para a redução do déficit habitacional através da reclassificação de compradores em condições de financiamento mais favoráveis.





