Dólar recua enquanto ouro volta a subir e investidores monitoram cenário global e fiscal brasileiro

Dólar recua enquanto ouro volta a subir e investidores monitoram cenário global e fiscal brasileiro

9 de fevereiro de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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Boletim sobre o câmbio — Elson Gusmão – diretor de Câmbio da Ourominas

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira em baixa, cotado a R$ 5,20, refletindo um movimento de cautela dos investidores diante do cenário internacional. O fluxo cambial indica saída líquida moderada, com investidores estrangeiros reduzindo posições em ativos locais.

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No mercado, o sentimento é de prudência. A expectativa em torno da política monetária dos Estados Unidos segue como principal fator de influência: declarações recentes de dirigentes do Federal Reserve reforçaram a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo, o que sustenta o dólar globalmente. Além disso, dados de emprego divulgados na semana passada mostraram resiliência da economia americana, reduzindo apostas em cortes de juros no curto prazo.

A agenda desta segunda-feira inclui, no Brasil, a divulgação do relatório Focus do Banco Central e dados fiscais do Tesouro Nacional. No exterior, investidores acompanham discursos de membros do Fed e indicadores de confiança do consumidor na zona do euro. O ambiente político doméstico também pesa: discussões sobre o arcabouço fiscal e a condução da política econômica pelo governo seguem no radar, influenciando a percepção de risco.

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Tensões geopolíticas e a expectativa de novos dados de inflação nos EUA ao longo da semana devem manter o câmbio volátil.

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Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas

O ouro iniciou a sessão desta segunda-feira em alta, cotado a US$ 4.988,60 por onça troy (cerca de R$ 26.023,53), refletindo maior procura pelo metal como ativo de proteção em meio à cautela global .

O movimento indica fluxo de entrada em ativos defensivos, com investidores buscando segurança diante da expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos. A resiliência dos dados de emprego americanos reforça a percepção de que o Federal Reserve deve manter postura restritiva por mais tempo, o que sustenta a demanda pelo ouro como hedge contra incertezas.

Na agenda do dia, os mercados acompanham no Brasil o relatório Focus e dados fiscais, enquanto no exterior o destaque fica para discursos de dirigentes do Fed e indicadores de confiança na zona do euro. A política doméstica, com debates sobre o arcabouço fiscal, também influencia o sentimento dos investidores.

O cenário internacional segue marcado por tensões geopolíticas e pela valorização do dólar frente a moedas emergentes. Esse ambiente aumenta a atratividade do ouro como reserva de valor, e a expectativa é de volatilidade ao longo da semana, com atenção voltada para novos dados de inflação nos EUA e possíveis sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.

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