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Volta às aulas 2026: casos de doenças respiratórias aumentam, e especialistas dão 5 dicas para evitar idas às emergências
O retorno ao ambiente escolar traz entusiasmo, mas também um desafio sazonal para a saúde pública. Um levantamento do Hospital Vitória Barra, da Rede Américas, segunda maior rede privada de hospitais do Brasil, mostra que, nessa época, há um aumento médio de 20% na procura pelo pronto-socorro pediátrico, impulsionado principalmente por infecções respiratórias e gastroenterites.
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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que, embora o volume de casos assuste, é esperado que crianças na primeira infância (0 a 6 anos de idade) enfrentem de 8 a 12 episódios infecciosos por ano. O desafio para os responsáveis é saber diferenciar o quadro comum de uma emergência real.
Para auxiliar as famílias a navegarem por esse período sazonal sem idas desnecessárias aos prontos-socorros, especialistas listam cinco orientações fundamentais:
1. Febre não é – necessariamente – motivo de pânico
“Devemos evitar a ida desnecessária à emergência. É importante, nesses casos, ficar de olho no estado geral da criança. Se ela se mantém ativa (brinca, aceita bem a alimentação e não apresenta outros sintomas), a orientação médica é observar o quadro antes de buscar uma emergência. Alguns cuidados são fundamentais no período, como oferecer bastante líquido, lavar o nariz com soro fisiológico, repousar, optar por uma alimentação leve conforme a aceitação e contatar o pediatra se surgirem novos sintomas”, detalha Maria da Glória Neiva, médica responsável pela Pediatria do Hospital Vitória Barra.
2. Farmacinha em casa e guia do pediatra
Para Christine Tamar, coordenadora médica da Emergência Pediátrica do Complexo Hospitalar de Niterói, também da Rede Américas, não é preciso o sintoma aparecer para buscar socorro. Ela orienta os pais a terem em casa uma “farmacinha” básica prescrita pelo pediatra de confiança.
“A prevenção começa antes do sintoma. Ter antitérmicos e analgésicos prescritos pelo pediatra, nas doses exatas para o peso atual da criança, é fundamental. Quando os pais já têm um plano de ação discutido com o médico, a ansiedade diminui e evitam-se idas desnecessárias à emergência. Além disso, é importante verificar regularmente a validade dos medicamentos antes de utilizá-los”, afirma.
3. Consciência coletiva: criança doente fica em casa
Tamar também alerta para a necessidade de isolamento domiciliar da criança no caso de suspeita de viroses ou outras doenças contagiosas, como gripes e resfriados. Segundo a médica, ao menor sinal de febre, diarreia ou manchas na pele, a criança deve permanecer em repouso, em casa. Isso garante a recuperação mais rápida dela e protege alunos e coleguinhas de surtos.
“O melhor lugar para uma criança com sintomas estar é a casa dela. Ao notar febre, diarreia ou manchas na pele, repouso imediato e isolamento são fundamentais. Além de garantir que o pequeno se recupere com mais rapidez e conforto, essa é uma atitude de carinho e responsabilidade com as outras crianças, já que ajuda a interromper ciclos de transmissão e evita surtos na escola”, afirma Christine.
4. Vacinação em dia é proteção definitiva
Para Alberto Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, a atualização da caderneta de vacinação é a medida mais eficaz para prevenir surtos de doenças evitáveis. Ele afirma que pais e responsáveis devem conferir as doses de reforço para sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), as vacinas meningocócicas B, ACWY e pneumocócica, que protege contra pneumonias bacterianas, meningites e otites, além dos imunizantes contra o HPV para adolescentes.
“A vacinação é a principal barreira contra doenças infecciosas preveníveis. O contato próximo e contínuo entre crianças e adolescentes nas escolas favorece a disseminação de patógenos quando há falhas na imunização. Conferir o cartão de vacinas é indispensável para a proteção não apenas individual, mas coletiva, reduzindo drasticamente as chances de surtos. Vale reforçar que a imunização não precisa interferir na rotina da criança, pois há serviços de atendimento domiciliar que ajudam na praticidade para se obter prevenção”, comenta Chebabo.
5. Quando realmente buscar a emergência pediátrica?
Segundo Maria da Glória Neiva, alguns sinais devem ser observados e requerem ajuda médica imediata. Fique atento a casos de:
Dificuldade para respirar (esforço nas costelas ou batimento da asa do nariz);
Prostração extrema (criança que não interage mesmo sem febre);
Recusa de líquidos com sinais de desidratação (pouco xixi e boca seca);
Febre persistente, febre em lactentes menores de 3 meses.