URGENTE: Justiça determina a prisão do ex-padre Pedro Leandro Ricardo por crimes sexuais

URGENTE: Justiça determina a prisão do ex-padre Pedro Leandro Ricardo por crimes sexuais

28 de agosto de 2025 0 Por Redação Em Notícia
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Chegou ao fim o Calvário das Vítimas do então padre Pedro Leandro Ricardo, que ao longo de mais de duas décadas usou de sua influência enquanto líder religioso, para aliciar menores de idade para satisfazer a sua lascívia, sem o menor pudor.

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O esquema perverso de abusos sexuais contra menores de idade foi exposto nacionalmente pela Revista Veja, pelo programa Fantástico da TV Globo e muitos outros importantes veículos de mídia do Brasil.

Na manhã desta quinta-feira (28), a Justiça Criminal de Araras, interior de São Paulo, determinou o recolhimento para cumprimento de pena de 10 anos e 6 meses do ex-padre Pedro Leandro Ricardo, pelos crimes previstos no Código Penal Brasileiro, nos artigos 214, parágrafo único, combinado com o artigo 226, caput, inciso II.

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O ex-clérigo da Igreja Católica foi julgado e condenado pelo juízo de Araras em 15 de julho de 2022, à pena de mais de 19 anos de reclusão, sendo que após apresentar recurso à segunda instância, o TJSP reduziu a pena para 10 anos e 6 meses, sentença que foi confirmada por acórdão do STF, devendo agora iniciar o cumprimento da pena em regime inicial fechado, pelo crime de estupro.

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Relembre o caso

Este foi um dos maiores escândalos da Igreja Católica no Brasil, envolvendo graves acusações de abuso sexual de menores e acobertamento, foi trazido à luz após quase duas décadas de silêncio. As denúncias centram-se na figura do padre Pedro Leandro Ricardo, suspeito de abusar de seminaristas e coroinhas na cidade de Araras e em outras localidades do interior de São Paulo. A revelação foi feita em uma reportagem de capa da revista VEJA, na qual seis vítimas narraram seus relatos pela primeira vez.

O caso começou a ganhar visibilidade em dezembro de 2018, quando a advogada Talitha Camargo da Fonseca e o produtor audiovisual José Eduardo Milani encaminharam um dossiê ao Vaticano. As denúncias levaram ao afastamento do padre Leandro e à renúncia do bispo responsável pela diocese, Dom Vilson Dias de Oliveira, em maio. Dom Vilson é investigado por supostamente acobertar os crimes de Leandro Ricardo e de outros dois sacerdotes da região, Carlos Alberto da Rocha e Felipe Negro, em troca de propinas, conforme a denúncia.

As vítimas do padre Leandro foram ouvidas pela Polícia Civil em junho. Dom Vilson, por sua vez, é investigado por extorsão, enriquecimento ilícito e acobertamento dos casos de abuso. Após a publicação da reportagem, um novo inquérito foi aberto para apurar as denúncias contra os clérigos Carlos Alberto da Rocha e Felipe Negro. A advogada Talitha Camargo da Fonseca expressa o desejo de que “a Justiça comum, e não apenas a canônica, investigue e puna os autores dos crimes”.

O advogado Roberto Tardelli, que atuou no caso de Suzane von Richthofen, juntou-se ao processo como assistente de acusação, pleiteando uma indenização de R$ 2 milhões para cada vítima. “Temos de reparar vidas devastadas”, justifica Tardelli.

Todos os suspeitos negam as acusações. O padre Carlos Alberto convocou recentemente ministros da eucaristia para se defender. O padre Diego Rodrigo, apontado por testemunhas como namorado de Leandro Ricardo, pediu orações via WhatsApp contra o que ele chamou de “blasfêmia”. No entanto, alguns religiosos da região vislumbram no escândalo uma oportunidade para a instituição realizar uma “faxina” interna.

A reportagem incentivou novas denúncias. Um morador de Pirassununga, V.A., de 40 anos, revelou ter sido abusado por Leandro Ricardo aos 18 anos, quando cursava o seminário. Ele é a sétima vítima a se dispor a prestar depoimento à polícia e ao Tribunal Eclesiástico. A biomédica Camila Juliana Jacinto, hoje com 31 anos, formalizou denúncia por abusos que teriam ocorrido quando ela tinha 14 anos. A técnica administrativa Stella Kirstein Bezerra, que na época tinha 13 anos e ainda não se reconhecia transexual, também relatou uma tentativa de abuso.

O caso, que agora tramita na Justiça, representa uma chance de que os abusos e o suposto acobertamento sejam punidos por vias judiciais.

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