Receita: ovo de Páscoa fitness

Receita: ovo de Páscoa fitness

6 de abril de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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Uma proposta de ovo de Páscoa fitness dentro da nutrição funcional precisa ir além da redução calórica. O foco é modular resposta glicêmica, promover saciedade e gerar impacto positivo na microbiota intestinal. Ou seja, ele precisa ser funcional e não apenas com foco na caloria.

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Com a ajuda de Verônica Dias, nutricionista integrativa e farmacêutica do Instituto Nutrindo ideais (@nutrindoideais) / Niterói (RJ), indicamos uma receita funcional e o que evitar e o que buscar ao fazer/comprar ovos de Páscoa. Confira:

Ovo de Páscoa funcional (70% cacau com recheio proteico e fibras)

Ingredientes para a casca:

200g de chocolate ≥70% cacau

Ingredientes para o recheio:

  • 1 scoop de proteína (whey isolado ou vegetal)
  • 2 colheres (sopa) de pasta de amendoim 100%
  • 1 colher (sopa) de cacau 100%
  • 1 colher (chá) de psyllium ou 1 colher (sopa) de goma acácia
  • Leite vegetal ou água para dar ponto
  • Adoçante natural (stevia ou eritritol, se necessário)

Modo de preparo:

Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas (em intervalos curtos, mexendo para não queimar). Com o chocolate derretido, espalhe uma camada em formas próprias para ovo de Páscoa e leve à geladeira por cerca de 10 minutos. Repita o processo para formar uma casca mais estruturada e resistente.

Para o recheio, misture a proteína, a pasta de amendoim, o cacau e a fibra (psyllium ou goma acácia). Acrescente o leite vegetal aos poucos até obter uma textura cremosa e homogênea. Ajuste o dulçor, se necessário.

Após a casca estar firme, adicione o recheio, cubra com uma fina camada de chocolate e leve novamente à geladeira até completa solidificação.

Tabela nutricional aproximada (por 100g)

Valor energético: ~420–440kcal

Proteínas: ~18g

Carboidratos: ~20–22g

Fibras: ~7–9g

Gorduras totais: ~30g

O que evitar e o que buscar ao fazer/comprar ovos de Páscoa buscando o objetivo fitness?

Segundo Verônica, primeiro, não devemos ir apenas nas calorias e ignorar a lista de ingredientes. Precisamos olhar a lista e buscar a funcionalidade do produto, e isso, vai além de um número na tabela nutricional.

Vamos levar em consideração o impacto metabólico, por isso algumas dicas são muito importantes:

  • Produtos com açúcar, xarope de glicose ou frutose como primeiros ingredientes, pois aumentam significativamente a resposta glicêmica.
  • Gorduras hidrogenadas e ultraprocessados, associadas a inflamação sistêmica e piora do perfil metabólico.
  • Ovos com baixo teor de cacau e alto teor de leite, que apresentam maior impacto glicêmico e menor densidade de compostos bioativos.

O que buscar:

  • Chocolate com ≥70% cacau, rico em polifenois com efeitos antioxidantes e cardiometabólicos.
  • Lista de ingredientes curta (clean label).
  • Presença de fibras ou associação com fontes de fibra, estratégia com forte evidência para controle glicêmico e saúde intestinal.
  • Combinação com proteínas e gorduras boas, promovendo maior saciedade e melhor resposta metabólica. Caso não encontre, podemos pensar em estratégias nutricionais, com associações.

REFERÊNCIAS:

SOUZA, Neiva et al. Nutrição Funcional: Princípios e Aplicação na Prática Clínica. Acta Portuguesa de Nutrição, n. 7, 2016.

SILVA, Cintia Pereira da et al. Gastronomia funcional. In: Alimentos funcionais e compostos bioativos. Barueri: Manole, 2019.

FONTE:

Verônica Dias, nutricionista integrativa e farmacêutica do Instituto Nutrindo ideais (@nutrindoideais) / Niterói (RJ).

Nutricionista e farmacêutica, pós graduada em Terapias Integrativas, especializada em modulação intestinal, psiquiatria nutricional, fitoterapia. Pós graduanda em Nutrição esportiva. CRN4: 24100766. CRF RJ: 29507.

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