Radiação ultravioleta (UV) intensa na infância é principal fator de risco para desenvolver o câncer de pele

Radiação ultravioleta (UV) intensa na infância é principal fator de risco para desenvolver o câncer de pele

11 de março de 2024 0 Por Redação Em Notícia
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A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o efeito da radiação ultravioleta (UV) acumula com o passar do tempo. Ou seja, a luz solar recebida desde a infância até a idade adulta só mostrará seus efeitos a longo prazo. Para isso, a recomendação é que exposição ao sol seja feita com cautela logo após o nascimento. 

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De acordo com a SBP, durante os seis primeiros meses de vida os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol. O Consenso Brasileiro de Fotoproteção não recomenda a exposição solar sem proteção para esse fim. A pediatra e gastroenterologista pediátrica Geovanna Batista explica que pegar sol precocemente sem a devida orientação pode ser prejudicial para o recém-nascido.

“As radiações necessárias para aumentar a vitamina D, para tratar a icterícia — coloração amarelada da pele, olhos e mucosa —, são radiações que são incompatíveis com a saúde da criança”, esclarece.

Mas, conforme a especialista, não expor diretamente ao sol não significa que a criança não deva ter contato com a luz do dia. 

“É importante que a criança saia, faça passeios à luz do dia, inclusive para regular o seu relógio biológico. É uma criança que precisa desenvolver a sua retina — para isso ela precisa da luz do dia. O que eu não vou fazer é deixar o bebezinho lá, tirar a roupinha e deixar ele ali tomando o sol”, orienta.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele é a radiação ultravioleta, que induz a lesões no DNA. A publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do INCA, traz estimativas para a ocorrência dos 21 tipos de câncer mais incidentes no país. O levantamento mostra que o tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não-melanoma (31,3% do total de casos).

A pediatra Geovanna Batista reconhece que a exposição ao sol ajuda na síntese de vitamina D, que é necessária para que os ossos sejam saudáveis. Mas, para isso, é necessária a radiação ultravioleta B, que está presente nos horários de pico de radiação solar — entre 10h e 16h.

Diante dos riscos e do número elevado da doença, a especialista explica que a correta proteção solar deve ser observada especialmente por pais e responsáveis:

“Abaixo dos seis meses a gente não usa filtro solar, a gente utiliza barreira física de proteção ao sol. Então, roupinhas com proteção UVA, a gente utiliza chapeuzinho, a gente utiliza a própria proteção do carrinho contra o sol”, conta.

“A partir dos seis meses, a gente tem alguns filtros solares que podem e que estão liberados para a faixa etária pediátrica — e aí a recomendação é que seja orientado por um pediatra ou por um dermatologista”, recomenda a especialista.

Recomendações do SBP

Médica especialista em acupuntura, Bianca Urbano Blazzio afirmou em um vídeo na internet que, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, os bebês não devem tomar banho de sol porque aumentaria o risco de câncer na vida adulta. No entanto, a Brasil 61 apurou junto à SPB e obteve mais detalhes esclarecendo que, durante os seis primeiros meses de vida, os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol, aponta Fotoproteção na criança – SBP.

A exposição ao sol ajuda na síntese de vitamina D, necessária para que os ossos sejam saudáveis. Mas, para isso, a SBP diz que é importante a radiação ultravioleta B, que está presente nos horários de pico de radiação solar (entre 10h e 16h). Dessa forma, o Consenso Brasileiro de Fotoproteção não indica a exposição solar, sem proteção, para esse fim. Caso haja a indicação de reposição da vitamina D, essa deve ser feita pela dieta ou suplementação vitamínica. 
 

Pixel Brasil 61
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