Para 7 em cada 10 brasileiras, saúde será prioridade em 2026, aponta levantamento da Vhita
23 de dezembro de 2025Levantamento da Vhita mostra que mulheres acima dos 40 anos estão reorganizando rotina e hábitos, com ênfase em atividade física, alimentação equilibrada e sono de qualidade
Enquanto estudos internacionais apontam que viver até os 100 anos seguirá sendo exceção, o comportamento das brasileiras sugere outra tendência: mais do que estender o tempo de vida, elas estão reorganizando a rotina para envelhecer melhor. Para se ter uma ideia, dados da Vhita, empresa brasileira de suplementos voltada à saúde preventiva e longevidade do público 40+ e integrante do portfólio da Emerge Ventures, fundo que acelera negócios inovadores no setor de consumo, apontam que sete em cada dez brasileiras pretendem mudar hábitos de vida em 2026, colocando atividade física, alimentação equilibrada e sono de qualidade entre as principais metas do próximo ano.
O movimento acontece no mesmo momento em que estudos internacionais mostram que o ritmo de aumento da expectativa de vida desacelerou em países desenvolvidos. Publicado na revista PNAS, o relatório indica que, mesmo com avanços em saúde, essa tendência de estabilidade já aparece em várias nações. A conclusão dos pesquisadores é que o desafio das próximas décadas será menos “prolongar” a vida e mais proteger a qualidade dos anos já garantidos.
Essa visão dialoga diretamente com o movimento observado no Brasil. Segundo o levantamento da Vhita, 79% das mulheres pretendem praticar mais exercícios em 2026, 72,2% querem melhorar a alimentação e 71,1% desejam dormir melhor. Ele também mostra que o bem-estar emocional está no centro das prioridades para 2026. Para se ter uma ideia, 71,5% das mulheres querem cuidar mais da saúde mental, enquanto 61% pretendem reequilibrar a relação entre trabalho e vida pessoal.Para especialistas, esses dados reforçam a convergência entre tendências globais e realidades locais: uma abordagem de longevidade que integra corpo, mente e rotina e que está se estabelecendo de forma espontânea entre as brasileiras. É justamente nesse ponto, entre intenção e rotina, que a suplementação tem ganhado espaço, especialmente entre o público 40+, que passa a perceber os primeiros sinais do envelhecimento e procura soluções práticas para manter vitalidade e autonomia.
“Quando falamos de saúde 40+, não é apenas uma questão de vontade ou de rotina, existem mudanças fisiológicas reais que afetam energia, humor, qualidade do sono e até a absorção de nutrientes. Por isso, muitas mulheres começam a perceber diferenças no dia a dia e passam a buscar apoio na suplementação, que ajuda a equilibrar essas variações naturais do organismo e a manter funções essenciais em bom funcionamento”, afirma a Dra. Mariana Duro, nutricionista especialista em mulheres 40+ e membro do Conselho Científico da Vhita.
Mercado de suplementação em expansão
De acordo com dados da Interplayers, as vendas de vitaminas e suplementos cresceram 37% em volume e 29% em faturamento no Brasil. Além disso, seis em cada dez brasileiros já utilizam suplementação como complemento alimentar, mostrando que a categoria está profundamente integrada à rotina. Hoje, o setor movimenta cerca de R$10 bilhões por ano no país, reforçando a relevância crescente da categoria no mercado brasileiro.
Para Leonardo Tonini, cofundador da Emerge Ventures, essa mudança ajuda a explicar a expansão do mercado de suplementos no país. Ele observa que a categoria tem crescido à medida que o consumidor busca alternativas acessíveis e fáceis de incorporar ao dia a dia para lidar com cansaço, sono irregular e queda de energia, questões comuns da vida adulta.
“O aumento da demanda por produtos que complementam a alimentação e apoiam a rotina não está ligado a tendências passageiras, mas a necessidades concretas de um público que vive múltiplas jornadas e busca formas realistas de cuidar da saúde”, conclui.
Nesse contexto, o país parece entrar em uma nova fase: a da longevidade prática, que não depende apenas do avanço da medicina ou de décadas à frente, mas da forma como as pessoas estruturam ou tentam estruturar a vida hoje.
Metodologia
Para compreender como as brasileiras avaliam a própria saúde e bem-estar em 2025, nas últimas semanas, foram entrevistadas 300 mulheres (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectadas à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, as respondentes tiveram acesso ao total de 8 questões, que exploraram seus hábitos saudáveis ao longo do ano, os principais desafios e o que esperam para 2026. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelas entrevistadas.








