Pão francês se adapta a novas tecnologias e hábitos gastronômicos, revela pesquisa exclusiva da MBRF
26 de março de 2026Estudo demonstra que alimento é pilar indispensável da alimentação brasileira e serve de base para organizar combinações e preparações diversas
Demonstrando uma ampla capacidade de se reinventar, o pão francês vem acompanhando a evolução das tecnologias culinárias e as novas dinâmicas de consumo sem perder o destaque na alimentação cotidiana dos brasileiros. É o que revela um levantamento inédito conduzido pela área de CRM&Social Listening da MBRF – empresa líder em margarinas, responsável por marcas como Qualy e Claybom – entre janeiro de 2025 e março de 2026. A pesquisa uniu inteligência de busca e um estudo qualitativo de mídias digitais para mapear tendências e preferências de consumo sobre o pão francês dentro do contexto alimentar brasileiro.
Ao todo, foram analisadas mais de 12 mil menções ao alimento em canais como X, Facebook, Instagram, Bluesky, portais de notícias e comentários. Entre os principais achados, está como a popularização de novos eletrodomésticos, como a Air Fryer, está influenciando a maneira como o pão francês é consumido, permitindo que as pessoas recriem a experiência de consumir o produto fresco, recuperando a sua crocância rapidamente, a qualquer hora do dia e sem a necessidade de ir à padaria. Essa busca por conveniência, aliada ao crescimento do mercado de pães congelados, confere ao consumidor uma nova autonomia, reforçando o papel do alimento como uma solução prática e afetiva na rotina contemporânea sem abrir mão do prazer sensorial.
Outra tendência relevante é a maior preocupação com sua composição e impacto nutricional, além do maior interesse no preparo doméstico. Termos como “calorias”, “tabela nutricional”, “sem glúten”, “receita” e “caseiro” foram frequentemente associados ao pão francês em conversas relacionadas a dietas, equilíbrio alimentar e possíveis substituições da versão tradicional.
O levantamento também sugere um papel simbólico para o pão francês, cuja presença no café da manhã brasileiro se tornou indispensável. Mais do que um alimento, o pão francês faz parte do ritual do primeiro momento do dia e os consumidores recorrem a ele especialmente pela praticidade, familiaridade e por ser uma fonte rápida de energia para dar início à jornada diária.
Diversidade em combinações e preparo
A versatilidade por trás da aparente simplicidade do alimento também foi uma das principais percepções do estudo. O pão francês é visto como uma base essencial para acompanhamentos variados, impulsionando múltiplas categorias dentro de uma mesma ocasião de consumo. Recheios feitos com proteínas animais, por exemplo, são a grande preferência dos consumidores brasileiros, com 42% das citações. Frios e laticínios (28%) ficam em segundo lugar, seguidos de margarina, manteiga e requeijão (23%). Em menor escala, estão as combinações com pastas e cremes de avelã (6%), associadas a consumos ocasionais e à indulgência. É um alimento capaz de absorver diferentes camadas de sabor, seja em um lanche rápido ou em uma refeição reforçada.
Identidade regional
Além disso, dados do Google Trends também revelam uma diversidade de nomenclaturas para o pão francês a depender da localidade, demonstrando como a linguagem alimentar está atrelada a repertórios culturais, sotaques e referências regionais. Embora o uso do termo “pão francês” seja comum a nível nacional, especialmente no Sudeste do país, o alimento ganha diferentes nomes em outros estados. Em Minas Gerais e na Bahia, ele é conhecido como “pão de sal”. No Rio Grande do Sul, pede-se um “cacetinho”, enquanto no Ceará, é chamado de “carioquinha”. Já em Santa Catarina, usa-se “pão de trigo” e no Pará e Maranhão, “pão careca”.
“O pão francês segue como um pilar essencial da alimentação brasileira e uma dupla inseparável das nossas margarinas. Ele une o país em um ritual matinal compartilhado, ao mesmo tempo em que celebra as particularidades e preferências de cada região, mostrando ser um alimento que se mantém tradicional em sua essência, mas que está sempre aberto a novas interpretações”, comenta Marina Secaf, gerente executiva de marketing de Spreads na MBRF, responsável por marcas como Qualy e Claybom.





