O início do fim

O início do fim

21 de maio de 2026 4 Por Redação Em Notícia
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Era a festa de Pentecostes. Jerusalém estava abarrotada de gente. Era a festa que celebrava a colheita da cevada e do trigo, celebrada sete semanas após a festa da Páscoa. Na última festa, a cidade foi palco da morte de Jesus Cristo, morte e ressurreição. Ressurreto, ele ainda ficou quarenta dias na companhia de seus discípulos. Assim, quarenta dias após a ressurreição, ele foi elevado às alturas, na presença de seus discípulos. Dez dias sem a presença terna de Jesus Cristo.
Era o final da festa. Os discípulos, em obediência à orientação de não sair de Jerusalém, “estavam todos reunidos no mesmo lugar”. Repentinamente, veio do alto um som, “como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados”. Além do som, “apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles”. Assim relatou o médico Lucas, após acurada investigação.
Neste domingo, cristãos do mundo inteiro celebrarão a descida do Espírito Santo sobre a igreja. Cinquenta dias após a Páscoa acontece este ato fundante. Um momento ímpar na vida da igreja. Momento inaugural, que marca o início do fim.
A descida do Espírito Santo foi cumprimento. Cumpriu-se a profecia dos textos antigos, falando sobre a descida do Espírito “nos últimos dias”. O Pentecostes é cumprimento.
O Pentecostes também foi capacitação. A promessa, pronunciada pelo próprio Jesus, era que a igreja receberia poder ao descer o Espírito Santo. Poder para servir. Poder para testemunhar onde for preciso, não somente em Jerusalém, mas até “os confins da terra”. A igreja cristã, principalmente no início, foi formada por mulheres e homens simples. E todos eles, sem exceção, foram capacitados pelo Espírito Santo para testemunhar. A capacidade da igreja não vem de suas posses e de contas bancárias. Sua capacidade vem do Alto, vem do Espírito Santo. Todas as vezes que a igreja se esqueceu disto, ela fez coisas terríveis e vergonhosas.
Por fim, o Pentecostes é contrição, é conversão. A presença do Espírito Santo produz conversão, produz arrependimento e mudança de rumos. Foi o que aconteceu segundo o relato de Lucas. A igreja é comunidade pneumática, comunidade do Espírito Santo que promove a conversão a Ele mesmo.
Que o vento do Espírito Santo sopre sobre nossas vidas, arejando nossas mentes e corações, produzindo em nós uma unidade na diversidade. Celebremos a vinda do Espírito Santo – Deus entre nós.
É isso!
Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie
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