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Sempre gostei de futebol. Na verdade, me considero um apaixonado por futebol. Concordo com Nelson Rodrigues que dizia: “o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes”. Nesta última “data Fifa”, sentimos na pele a falta que o futebol faz. Os jogos da seleção, já um bom tempo, deixaram de ser empolgantes.
Mas voltemos ao título desta pequena crônica. Quero falar do dia em que entrei em campo com o “divino”, Ademir da Guia. Sim! Ademir da Guia, o “divino”. A data exata? Eu não sei. Só sei que foi num domingo, numa campanha do “novembro azul” – campanha que procura conscientizar os homens da importância de fazer exames preventivos para detectar problemas na próstata. Convidado que fui, por meu amigo Carlos Zaramelo Júnior (Gente boa…), lá fui eu, o mineirinho de Ipanema, no Leste de Minas.
Eu sabia exatamente da grandeza do Ademir da Guia, jogador do Palmeiras, principalmente na década dos anos 70. Na época, o Palmeiras, sem exagero, era chamado de “Academia”. Ademir era o grande maestro. Ainda lembro, sem nenhuma pesquisa, de Leão, no gol; Luís Pereira, na zaga; Leivinha, no ataque; era um time que conseguia, em alguns jogos, fazer frente ao Santos de Pelé.
Era domingo, pela manhã. Entendi a importância da campanha de prevenção contra o câncer de próstata. Deixei, excepcionalmente, minha querida Escola Dominical e fui. Minha expectativa era não só conhecer de perto o “divino”, mas ter o privilégio de “jogar” com ele, de entrar em campo com ele. Imagina a “tietagem”. Ele já com 75 anos. Lógico que já não tinha o fôlego e o vigor de outrora. Mas “quem já foi rei, nunca perde a majestade”. Ele sabia exatamente o que fazer com a bola. A partida, sem muita disputa, era destas partidas que os famosos jogadores fazem no final do ano, quando a temporada já chegou ao fim. Era só exibição. Aconteceu um pênalti. Quem iria bater? Lógico que era ele, o “divino”. Bola num canto e o goleiro no outro.
Não sei nem o ano. Meu amigo Zaramelo (Gente boa …) sabe. Não sei o dia, nem o ano… Mas em minhas lembranças, guardo esse dia especial nas memórias de meu coração. E, mesmo sendo um apaixonado flamenguista, eu posso dizer: joguei uma partida de futebol com o Ademir da Guia. Uma honra! Obrigado, Zara!
É isso!
Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie