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Nos dias 06 a 10 de julho fui visitar minha terra natal, em Ipanema, Leste de Minas Gerais. Depois que perdi minha mãe, era a primeira vez que voltava para lá.
Saí de lá em 1984 com o objetivo de estudar Teologia, em Campinas. Desde então minhas visitas a Ipanema se tornaram esporádicas, anuais ou em períodos de algumas férias. Este ano minha rápida viagem foi para rever minhas irmãs Joana D’arc, Laice, Maria Amélia, Eleude e a Silvinha, carinhosamente chamada de Puru. Que alegria revê-las e encontrá-las.
Mas não quero apenas escrever sobre elas. Quero escrever sobre as transformações que venho acompanhando na cidade ao longo desses anos e percebidas a cada visita a Ipanema. Ela é uma típica cidade do interior de Minas Gerais, localizada no vale do Rio Doce, a cerca de 370 Km a leste da capital do Estado, sua área abrange cerca de 460 Km², sendo apenas 4 Km² em área urbana com população estimada 20.300 habitantes. Nesses 4 Km² de área urbana a vida acontece preguiçosamente no ritmo do interior. Até a fala dos moradores acontece num ritmo e melodia diferente.
Nos últimos vinte anos, a cidade vem desabrochando. Lembrando uma música de um compositor local, participando de um festival de música no antigo Cine Odeon, Ipanema era “um gigante triste querendo crescer”. Esse crescimento vem acontecendo no ritmo mineiro é claro. A cidade hoje já está sendo conhecida por sua gastronomia aumentativa. É o maior queijo do mundo…É o maior doce de leite do mundo ou docidileite… É a maior goiabada cascão do mundo… É o maior frango com quiabo do mundo e por aí vai. Todo ano, no festival do queijo, vai sendo feita a aferição para deter o título de bom centro gastronômico do interior de Minas. Vale a pena conferir!
Ao longo desses anos fui percebendo o desenvolvimento e crescimento de minha pequena Ipanema, “gigante triste querendo crescer”. Bairros inteiros surgiram desde então…
Mas o que eu já sabia e ninguém me contou é que o Ipanemense tem o maior coração do mundo. Coração aberto para abraçar e acolher todo mundo. Sei disso por amostragem nos dias que passei com minhas doces e ternas irmãs. Ipanema, no Leste de Minas, vale a pena conhecer!
É isso!
Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie