Fevereiro Roxo e Laranja: conscientização sobre doenças crônicas e a importância do diagnóstico precoce
18 de fevereiro de 2026O mês de fevereiro é marcado por duas importantes campanhas de conscientização em saúde: o Fevereiro Roxo, dedicado a doenças crônicas como lúpus, fibromialgia e mal de Alzheimer; e o Fevereiro Laranja, voltado à sensibilização sobre a leucemia. As ações buscam ampliar o debate público, incentivar o diagnóstico precoce e reforçar a importância do acesso ao tratamento adequado.
O Fevereiro Roxo tem como objetivo chamar a atenção para doenças que, embora não tenham cura, podem ser controladas com acompanhamento médico contínuo, adesão ao tratamento e suporte multiprofissional. O lúpus, doença autoimune que pode afetar diversos órgãos; a fibromialgia, que é caracterizada por dor crônica generalizada e impacto significativo na qualidade de vida; e o Alzheimer, uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete memória e funções cognitivas.
De acordo com a médica especializada em cuidados paliativos Samanta Gaertner Mariani, a informação é uma das principais ferramentas no enfrentamento dessas condições. “Quando falamos de doenças crônicas e progressivas, é fundamental combater o estigma e promover diagnóstico precoce. O acompanhamento adequado pode reduzir sintomas, preservar autonomia e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente”, afirma.
No caso do Alzheimer e outras demências, a especialista destaca a importância do cuidado paliativo desde as fases iniciais da doença. “Existe um equívoco ao associar cuidados paliativos apenas ao fim de vida. Na verdade, eles devem ser integrados precocemente, oferecendo controle de sintomas, suporte emocional, planejamento antecipado de cuidados e apoio às famílias. O foco é qualidade de vida e dignidade em todas as etapas”, explica Samanta.
Já o Fevereiro Laranja concentra esforços na conscientização sobre a leucemia, um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas. A campanha reforça a importância de reconhecer sinais, como cansaço excessivo, infecções frequentes e sangramentos inexplicáveis, além de incentivar a doação de medula óssea, que pode representar a única chance de cura para muitos pacientes.
Segundo a médica, a mobilização social é essencial. “Campanhas como essas ampliam o acesso à informação e estimulam atitudes concretas, como a busca por atendimento diante de sintomas e o cadastro como doador de medula. A conscientização salva vidas.”
As duas campanhas reforçam que, mesmo diante de doenças complexas, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o cuidado humanizado fazem diferença no prognóstico e na qualidade de vida dos pacientes.






