Fevereiro Laranja amplia debate sobre leucemia e doação de medula óssea no Brasil

Fevereiro Laranja amplia debate sobre leucemia e doação de medula óssea no Brasil

19 de fevereiro de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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Médico hematologista do IBCC Oncologia alerta para sinais do câncer no sangue, destaca o papel do diagnóstico precoce e mostra como o Transplante de Medula Óssea pode ser decisivo para a cura em muitos casos

A leucemia é um conjunto de cânceres que afetam o sangue e tem origem na medula óssea, tecido responsável pela produção das células sanguíneas. De acordo com Roberto Luiz Silva, médico hematologista e responsável técnico pelo Departamento de Transplante de Medula Óssea do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC Oncologia, a doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma descontrolada, substituindo as células saudáveis e comprometendo funções essenciais do organismo, como a defesa imunológica, o transporte de oxigênio e a coagulação.
O último levantamento divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), sem considerar os tumores de pele não melanoma, a leucemia ocupa a 13ª posição entre os tipos de câncer mais incidentes no Brasil. Para o triênio 2026-2028 estão estimados 12.220 casos novos da doença para cada ano, com risco estimado de 5,71 por 100 mil habitantes. Desse total estão previstos 6.540 casos em homens e 5.680 em mulheres.

A campanha Fevereiro Laranja é reconhecida pelo Ministério da Saúde e reforça a importância da informação correta, combate mitos sobre a doação de medula óssea e incentiva atitudes solidárias. O avanço da Medicina tem transformado a leucemia em uma doença cada vez mais tratável e, em muitos casos, curável, especialmente quando diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados.

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Tipos de leucemia e evolução da doença

As leucemias são classificadas de acordo com a velocidade de evolução, podendo ser agudas ou crônicas e, conforme o tipo de célula afetada, podem ser chamadas de leucemia linfoide ou mieloide. Os principais tipos são a leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfoblástica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (LLC).

“As formas agudas costumam evoluir rapidamente e exigem tratamento imediato, enquanto as crônicas tendem a apresentar progressão mais lenta e, em alguns casos, podem permanecer controladas por longos períodos”, explica o hematologista.

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Fatores de risco

O risco de desenvolver leucemia aumenta com o avanço da idade, com exceção da leucemia linfoblástica aguda, que ocorre com mais frequência em crianças. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, especialmente associado à leucemia mieloide aguda e à leucemia linfocítica crônica.

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Algumas condições genéticas e hereditárias também elevam o risco, como a Síndrome de Down, a anemia de Fanconi, a síndrome de Li-Fraumeni e o histórico familiar de leucemia, dependendo do tipo da enfermidade.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da leucemia envolve exames laboratoriais, como o hemograma, exames específicos da medula óssea, testes imunológicos e análises genéticas que ajudam a definir o tipo da doença e a melhor estratégia terapêutica.

“No IBCC Oncologia, realizamos também exames moleculares para leucemia, que são testes avançados que analisam o DNA ou RNA das células sanguíneas ou da medula óssea para identificar mutações genéticas, fusões gênicas ou alterações cromossômicas específicas. Eles são fundamentais para o diagnóstico preciso, a definição do prognóstico e o monitoramento da resposta ao tratamento, incluindo a detecção de doença residual mínima”, explica o Dr. Roberto Luiz Silva.

O tratamento varia conforme o tipo de leucemia, o estágio da doença e as características clínicas do paciente. Pode incluir Quimioterapia, Terapias-alvo, Imunoterapia e, em situações específicas, o Transplante de Medula Óssea, especialmente quando há alto risco, falha no tratamento convencional ou recaída da doença.

Quando o Transplante de Medula Óssea é indicado

O Transplante de Medula Óssea tem papel fundamental, principalmente em alguns tipos de leucemias agudas. O procedimento permite substituir a medula doente por células saudáveis e capazes de restabelecer a produção normal do sangue.

“O transplante é uma etapa decisiva para muitos pacientes, sobretudo quando a leucemia apresenta comportamento agressivo ou não responde adequadamente às terapias iniciais, como a Quimioterapia e as Terapias-alvo. Ele oferece a possibilidade de reconstrução do sistema hematológico e chance real de cura”, explica o médico.

Os tipos de transplante

O especialista do IBCC Oncologia também destaca que existem quatro tipos de transplantes de medula óssea. O primeiro, chamado autólogo, é realizado com células do próprio paciente. Há também o alogênico, com células de doador compatível, o haploidêntico, quando o doador apresenta compatibilidade parcial e, por fim, o singênico, indicado em casos de gêmeos idênticos.

Como se tornar um doador de medula óssea

Apesar dos avanços nos tratamentos, a compatibilidade genética entre doador e receptor ainda é rara. Por isso, o aumento do número de pessoas cadastradas no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é essencial para ampliar as chances de transplante.

Para se tornar um doador de medula óssea é preciso atender alguns critérios. Podem se cadastrar pessoas entre 18 e 35 anos e em bom estado de saúde. O processo é simples e começa com a coleta de uma amostra de sangue para análise genética.

“O maior desafio não é o procedimento em si, mas encontrar um doador compatível. Cada novo cadastro representa esperança para milhares de pacientes que aguardam por um transplante”, reforça o médico do IBCC Oncologia.

O Redome reúne mais de 5,9 milhões de cadastros ativos, sendo um dos maiores registros do tipo no mundo, com milhares de coletas de células-tronco realizadas anualmente e número crescente de doadores e receptores que potencializa as chances de transplante para pacientes com leucemia e outras doenças hematológicas graves.

Informar-se, compartilhar conhecimento e considerar o cadastro como doador são atitudes simples que podem salvar vidas.

O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC Oncologia, é um hospital de referência em Oncologia e em pessoas com câncer. Atua para a conscientização, o diagnóstico e o tratamento do câncer de forma humanizada, com soluções completas e tecnologia avançada. Para saber mais, acesse: https://www.ibcc.org.br/ .

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