Dólar em leve queda enquanto mercado monitora IBC-Br e dados de emprego nos EUA
7 de janeiro de 2026Boletim sobre o câmbio
O dólar opera cotado em torno de R$ 5,37, apresentando queda. O movimento reflete cautela dos investidores diante da agenda econômica no Brasil e nos Estados Unidos. O fluxo cambial semanal divulgado pelo Banco Central também está no radar, indicando a direção dos ingressos e saídas de dólares do país. O sentimento do mercado é de cautela, com investidores atentos à divulgação do IBC-Br, considerado prévia do PIB, e às operações de câmbio do Banco Central. No exterior, o foco recai sobre os dados de emprego nos Estados Unidos, que podem influenciar expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve. A percepção de risco segue moderada, com o Ibovespa em alta e ativos brasileiros beneficiados pela menor preocupação com tensões geopolíticas recentes. Na agenda doméstica, além do IBC-Br, o mercado acompanha os leilões de títulos e operações de swap cambial do Banco Central, que podem afetar a liquidez e a trajetória da moeda. No cenário internacional, indicadores do mercado de trabalho americano e sinais sobre a atividade econômica reforçam a expectativa de manutenção da política monetária restritiva nos EUA, ainda que com espaço para cortes graduais ao longo do ano. O ambiente político também influencia: investidores monitoram os desdobramentos da política fiscal no Brasil e os impactos de tensões externas, como a situação na Venezuela, que recentemente trouxe volatilidade ao câmbio. A combinação de fatores locais e externos mantém o dólar em trajetória de ajuste, com os agentes calibrando posições entre apetite ao risco e proteção cambial.
Boletim sobre o ouro
O ouro abriu o dia em alta, cotado a US$ 4.453,65 por onça no mercado internacional e R$ 769,20 por grama no Brasil (24k), com valorização de cerca de 0,2% frente ao fechamento anterior. O movimento reflete busca por proteção em meio à cautela global com política monetária e tensões geopolíticas. O preço do ouro segue firme nesta quarta-feira, sustentado pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos e pela demanda de investidores por ativos defensivos.
No mercado internacional, os contratos futuros registram alta moderada, refletindo o movimento de busca por segurança diante da volatilidade cambial e das incertezas sobre o ritmo da economia globalInvesting.com Brasil. O sentimento predominante é de cautela, com investidores avaliando os próximos passos do Federal Reserve. A expectativa é de que a autoridade monetária mantenha postura restritiva por mais tempo, o que tende a limitar ganhos mais expressivos do ouro, mas sustenta sua atratividade como reserva de valor. Fluxos de compra são observados principalmente em fundos e ETFs atrelados ao metal, reforçando o caráter defensivo da commodity. O cenário internacional segue marcado por tensões geopolíticas e pela desaceleração da economia chinesa, fatores que ampliam a procura por ativos considerados seguros. A valorização do ouro também reflete a busca por hedge contra inflação e volatilidade cambial, especialmente em países emergentes.
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.







