Documentário “Anatomia do Caos”, de Dandara Ferreira, estreia nos cinemas no dia 2 de julho e promove circuito nacional de debates

Documentário “Anatomia do Caos”, de Dandara Ferreira, estreia nos cinemas no dia 2 de julho e promove circuito nacional de debates

2 de julho de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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Com distribuição da Descoloniza Filmes, o longa-metragem terá sessões especiais com a presença da diretora em oito capitais brasileiras

Depois de uma bem-sucedida estreia no cinema de ficção com a cinebiografia de Gal Costa (“Meu Nome É Gal”), protagonizada por Sophie Charlotte, Dandara Ferreira volta ao circuito agora com um documentário político. No dia 2 de julho, chega oficialmente aos cinemas “Anatomia do Caos”, em que a cineasta baiana revisita a negligência do governo de Jair Bolsonaro na pandemia de coronavírus a partir dos trabalhos da CPI da Covid.
Com distribuição da Descoloniza Filmes e classificação indicativa de 12 anos, o longa-metragem reconstrói os bastidores da comissão no Senado e entrevista parlamentares para discutir memória, impunidade e justiça no Brasil. O circuito comercial de estreias abrangerá salas de exibição em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Curitiba, Salvador, Brasília e Fortaleza.
O filme relembra as omissões do governo de Jair Bolsonaro e a postura de parlamentares da extrema direita durante a pandemia que culminaram na morte de mais de 700 mil brasileiros. A obra traça um panorama nacional de como decisões deliberadas e a falta de respostas adequadas diante de uma emergência sanitária global moldaram o cenário de crise em todo o país, revelando registros inéditos de bastidores de senadores que integravam a CPI e buscavam respostas, documentos e investigações que expõem as falhas estruturais na condução da crise.
Em abril de 2021, a diretora Dandara Ferreira decidiu ir a Brasília registrar os trabalhos da comissão em um momento de incerteza e medo.O que me movia naquele momento era a percepção de que o país atravessava algo maior do que uma crise sanitária. Havia uma disputa brutal em torno da própria realidade, afirma ela.
Para a realizadora, a CPI da Covid surge no documentário como o palco de uma tragédia nacional, um teatro político. O filme explora como o discurso oficial produziu uma confusão deliberada e colocou a ciência em xeque. Não se tratava apenas de negligência. Havia uma construção de uma narrativa em curso, uma política da desinformação que transformava a morte em estatística e a dor coletiva em deboche, pontua a cineasta, “Anatomia do Caos” também aborda uma questão recorrente nos processos de CPIs no país:  a impunidade ao final dos trabalhos. Segundo a diretora, o documentário não busca apenas revisitar o passado, mas questionar o presente e o que significa seguir adiante sem justiça ou responsabilização. Esse filme nasce da necessidade pessoal de registrar esse período e da certeza de que algumas imagens precisam continuar abertas, porque elas ainda nos olham de volta, conclui.
Para marcar o lançamento, “Anatomia do Caos” promoverá um amplo circuito de exibições especiais seguidas de debate com a presença da diretora Dandara Ferreira, transformando as salas de cinema em espaços de diálogo e reflexão coletiva sobre a história recente do país.
A itinerância nacional de debates passará pelas seguintes praças:
Salvador (BA):
  • 01/07 (Quarta-feira): Cine Glauber Rocha
  • 03/07 (Sexta-feira): Universidade Federal da Bahia – UFBA
Recife (PE):
  • 04/07 (Sábado): Cinema São Luiz
  • 05/07 (Domingo): Armazém do Campo
Manaus (AM):
  • 08/07 (Quarta-feira): Cine Casarão e espaço a confirmar
Rio de Janeiro (RJ):
  • 09/07 (Quinta-feira): Estação Claro Rio
  • 10/07 (Sexta-feira): Universidade Federal Fluminense – UFF
São Paulo (SP):
  • 10/07 (Sexta-feira): Cine Belas Artes
Curitiba (PR):
  • 12/07 (Domingo) e 13/07 (Segunda-feira): (locais a definir)
São Paulo (SP):
  • 16/07 (Quinta-feira): Debate Folha (Cinesesc)

SINOPSE

Com acesso inédito ao Senado, a diretora Dandara Ferreira acompanha de dentro a trajetória completa da CPI da Covid-19 e transforma esse material exclusivo em um registro cinematográfico de um dos momentos mais marcantes da Pandemia no Brasil.

FICHA TÉCNICA

Direção: Dandara Ferreira Roteiro: Dandara Ferreira e Élcio Verçosa Filho Produção Executiva: Amadeu Alban, Dandara Ferreira, Gabriel Pires, Marcio Yatsuda Direção de Fotografia: Roberto Stuckert Montagem: Lara Beck, Renato Sircilli Trilha Sonora Original: Fabrício Modesto Correção de Cor: Júnior Xis Produção: Movioca Content House, Las Margaridas, LabAV

SOBRE A DIRETORA DANDARA FERREIRA

É diretora e roteirista, formada em Cinema pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e doutoranda em Comunicação Social pela UnB. Dirigiu a série “O Nome Dela É Gal” (HBO) e realizou curtas-metragens, filmes publicitários e videoclipes de artistas como Fagner (“Tanto Faz”), Ricky Martin feat. Dream Team do Passinho (“Vida”) e Vanessa da Mata (“Segue o Som”), entre outros. Em 2023, lançou seu primeiro longa-metragem, “Meu Nome É Gal”, no qual atua como diretora e atriz. Atualmente, finaliza o documentário “Vou Tirar Você Desse Lugar”, sobre a trajetória e a obra de Odair José, e está prestes a lançar “Anatomia do Caos”, sobre a gestão de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 no Brasil.

SOBRE A MOVIOCA

Movioca é uma content house brasileira dedicada à criação de propriedade intelectual original com forte potencial internacional. Com um portfólio de 15 filmes e 16 séries, a empresa combina qualidade técnica e relevância artística para desenvolver parcerias com players globais.
Seu formato mais icônico, “Drag Me as a Queen”, coproduzido com a NBCUniversal para o canal E!, tornou-se o primeiro reality show brasileiro exportado globalmente, com adaptações na Europa e indicação ao TBI Content Innovation Awards. Expandindo sua presença internacional, a Movioca produziu o reality dating show “Love Taste”, sucesso de audiência no SBT e hoje distribuído mundialmente pela NBCUniversal Formats.
O catálogo da produtora inclui ainda o longa de animação “Miúda e o Guarda-Chuva”, selecionado para o Festival de Annecy e premiado no Anima Mundi e no Festival de Brasília; o documentário “Jessy”, exibido no Documenta Madrid e vencedor do Prêmio do Público no Festival do Rio; e o formato “Cozinhando no Supermercado”, finalista do C21 International Format Awards.

SOBRE A DESCOLONIZA FILMES

A Descoloniza Filmes nasceu em 2017 com propósito explícito em seu próprio nome. Basicamente, acreditamos que a experiência humana não se resume a conceitos formulados em uma única região do planeta, e, menos ainda, por um único gênero. Consideramos a descolonização do pensamento, propondo novas reflexões, novas linguagens, novas vozes, priorizando obras dirigidas por mulheres e com foco na desregionalização da produção. A Descoloniza Filmes é dirigida por Ibirá Machado, que desde 2010 trabalha com distribuição de cinema independente. Temos o compromisso de fazer da Descoloniza muito mais do que uma distribuidora, mas um ponto de encontro para discussões, com temáticas que contribuam com a reconstrução de uma nova sociedade, uma nova forma de pensar.
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