Diálogo e articulação por uma malha ferroviária mais competitiva

Diálogo e articulação por uma malha ferroviária mais competitiva

20 de agosto de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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O presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, participou, na terça-feira (19), de uma reunião com os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) Antonio Anastasia, BrunoDantas e Odair Cunha, ao lado do presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, e do consultor técnico Delmo Manoel Pinho. O encontro tratou da infraestrutura ferroviária de Minas Gerais e da necessidade de ampliar a competitividade da malha para fortalecer o escoamento da produção e reduzir custos para empresas e consumidores.

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A agenda deu continuidade às discussões sobre a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), no trecho conhecido como Ferrovia do Café, sobre a malha ferroviária entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. A proposta é recuperar e modernizar parte da infraestrutura ociosa da FCA em uma rota para escoar a produção cafeeira de Minas Gerais aos portos fluminenses, por meio da chamada Ferrovia do Café fortalecendo o trajeto para transportar produtos mineiros, especialmente o café, passando por importantes regiões produtoras e cidades como Varginha, Três Corações e Lavras, até os portos do Rio de Janeiro.

Para Nadim Donato, a ampliação e a melhor utilização dessa conexão ferroviária podem gerar ganhos que vão além do transporte da produção mineira. “Estamos falando de uma ferrovia que pode levar o café e outros produtos de Minas Gerais aos portos do Rio de Janeiro com mais eficiência, mas também trazer mercadorias para o Estado no retorno. Aproveitar os dois sentidos da ferrovia melhora a distribuição, reduz o custo da operação e pode fazer com que mais produtos cheguem a Minas Gerais a preços menores. É uma agenda que ajuda a reduzir o Custo Brasil e aumenta a competitividade das empresas”, afirma.

A utilização da ferrovia nos dois sentidos amplia as possibilidades de integração entre Minas Gerais e outros mercados. Além de facilitar o acesso da produção mineira aos portos e aos mercados consumidores, a estrutura pode ser utilizada para receber produtos e insumos destinados ao Estado, tornando a operação logística mais eficiente.

Esse movimento pode reduzir a dependência de alternativas de transporte com custos mais elevados, melhorar a distribuição de mercadorias e ampliar a competitividade dos produtos mineiros. Para o comércio, serviços, indústria, agronegócio e demais atividades econômicas, uma logística mais eficiente representa melhores condições para transportar, distribuir e comercializar produtos.

A articulação entre as entidades empresariais e o poder público busca avançar em soluções para a infraestrutura ferroviária e ampliar as alternativas de transporte em Minas Gerais. A Fecomércio MG mantém sua atuação institucional em defesa de uma logística mais eficiente, capaz de reduzir custos, estimular a atividade econômica e beneficiar empresas e consumidores.

A reunião realizada na terça-feira (19/8) integra esse esforço de diálogo sobre o futuro da malha ferroviária e sobre o papel estratégico de Minas Gerais na conexão entre regiões produtoras, centros consumidores e portos brasileiros.

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