Candidato a presidente quer propor plebiscito para novo modelo de segurança pública

Candidato a presidente quer propor plebiscito para novo modelo de segurança pública

14 de setembro de 2026 0 Por Redação Em Notícia
Anúncios
Anúncios

Durante participação em podcast, Wilson Grassi afirma que pretende discutir com a população proposta inédita de recuperação social, além de aumento de penas para crimes violentos

O médico-veterinário Wilson Grassi, apresentou, durante sua participação no Kritikê Podcast, proposta de realizar um plebiscito nacional para que a população brasileira possa decidir sobre a criação das chamadas “escolas de cidadania”. O projeto seria direcionado a pessoas envolvidas em delitos de menor gravidade, oferecendo uma alternativa ao encarceramento tradicional.

Anúncios

Candidato à Presidência da República pelo Democrata nas eleições de 2026, Grassi defendeu que decisões importantes para a segurança pública devem contar com a participação direta da sociedade. A proposta, segundo ele, busca abrir um debate nacional sobre a recuperação de infratores e a necessidade de impedir que pessoas envolvidas em pequenos delitos sejam incorporadas por organizações criminosas dentro do sistema prisional.

“Eu faria um plebiscito para perguntar para a população se ela aceita que sejam criadas escolas de cidadania”, afirmou Wilson Grassi durante a entrevista.

Alternativa para delitos de menor gravidade

Pela proposta apresentada, pessoas responsabilizadas por infrações de menor potencial ofensivo poderiam ser encaminhadas às escolas de cidadania, em vez de serem colocadas diretamente em unidades prisionais ao lado de criminosos considerados mais perigosos.

Esses espaços teriam como finalidade promover educação, qualificação profissional, disciplina, acompanhamento psicossocial, conscientização sobre direitos e deveres e preparação para a reinserção social.

Grassi argumentou que o contato de pequenos infratores com integrantes de facções criminosas pode aumentar a reincidência e transformar delitos de menor gravidade em uma trajetória permanente no crime. “O pequeno delinquente, quando vai para uma cadeia maior, acaba sendo recrutado pelo crime organizado e pode se transformar em um criminoso ainda mais perigoso”, explicou.

Para o veterinário, o Estado precisa encontrar mecanismos que responsabilizem quem comete uma infração, mas que também ofereçam condições para a mudança de comportamento. A proposta não representaria, segundo ele, ausência de punição, mas a adoção de uma resposta proporcional à gravidade de cada caso.

Penas mais rígidas para crimes violentos

Durante o podcast, Wilson Grassi também defendeu uma diferenciação mais clara entre os autores de delitos leves e aqueles responsáveis por crimes violentos, hediondos ou praticados com grave ameaça.

Enquanto pessoas envolvidas em infrações de menor gravidade poderiam ser encaminhadas às escolas de cidadania, criminosos violentos estariam sujeitos a penas mais severas. O objetivo seria concentrar a estrutura penitenciária nos indivíduos que efetivamente representam maior risco à sociedade.

A proposta estabelece, portanto, dois caminhos distintos: recuperação e reinserção para infratores de menor periculosidade e maior rigor penal para autores de crimes violentos.

Grassi afirmou acreditar que o encarceramento indiscriminado não resolve sozinho os problemas da segurança pública. Na avaliação do candidato, é necessário interromper o ciclo no qual a violência gera mais violência e o sistema prisional acaba funcionando como espaço de recrutamento para o crime organizado.

Participação popular na segurança pública

Ao sugerir um plebiscito, Wilson Grassi busca colocar a população no centro da discussão sobre o modelo de segurança pública e de execução penal adotado no país.

O plebiscito é um instrumento de consulta popular realizado antes da criação de determinada medida legislativa ou administrativa. A implantação efetiva de um modelo como o defendido pelo candidato dependeria de regulamentação, definição dos critérios de encaminhamento, análise jurídica e articulação com os sistemas de Justiça, segurança pública, assistência social e educação.

Para Grassi, entretanto, o primeiro passo deve ser ouvir diretamente os brasileiros. A proposta das escolas de cidadania integra uma visão de segurança baseada na prevenção, na educação e na recuperação social, sem abandonar o rigor contra os crimes mais graves. Durante a entrevista, o candidato ressaltou que o enfrentamento à criminalidade exige medidas capazes de proteger a sociedade no presente e, ao mesmo tempo, reduzir a formação de novos criminosos. “A violência traz mais violência. Precisamos recuperar quem ainda pode ser recuperado e aplicar penas mais duras para quem pratica crimes violentos”, concluiu Wilson Grassi.

Compartilhe: