“Atentado contra judeus em Sydney revela consequências de dar voz a mentiras terroristas”, diz porta-voz das FDI após ataque antissemita
15 de dezembro de 2025Um atentado a tiros contra judeus durante uma celebração de Hanukkah deixou ao menos 12 mortos e 11 feridos em Sydney, na Austrália, na manhã deste domingo (14). O ataque ocorreu durante o evento “Hanukkah à beira-mar”, organizado pelo Chabad, que reunia cerca de 400 pessoas, entre famílias e crianças, na região de Bondi Beach, área turística e de lazer da cidade.
Ao menos dois homens vestidos de preto abriram fogo contra os participantes a partir de uma ponte próxima. Entre os mortos está Eli Schlanger, emissário do Chabad em Sydney, além de uma criança de uma escola judaica. Há relatos de crianças cujos pais estão desaparecidos. Líderes da comunidade judaica afirmaram que o ataque era temido, diante do aumento contínuo de incidentes antissemitas na Austrália nos últimos meses.
Para Rafael Rozenszajn, major das Forças de Defesa de Israel (FDI) e porta-voz da reserva da instituição em língua portuguesa, o atentado é resultado direto da normalização do discurso extremista. “Esse atentado é fruto de todo um movimento que, nos últimos dois anos, buscou dar voz às mentiras do Hamas. Ao aceitar as narrativas de um grupo terrorista e legitimar sua causa, o ódio vai crescendo. Esse ataque na praia é mais um exemplo. Hamas, Hezbollah e Irã não vão descansar. Eles querem o fim de Israel.”
Em outra declaração, Rozenszajn reforça o padrão recorrente desses ataques. “O modus operandi desses terroristas é sempre o mesmo: atacam em sinagogas, praias e lugares onde as pessoas estão em momento de descanso e celebração. São covardes. E não é coincidência que isso ocorra justamente durante o feriado de Hanukkah”.
O ataque em Sydney se soma a uma sequência de agressões antissemitas ao redor do mundo. No Brasil, o antissemitismo cresceu 350% entre 2022 a 2024, segundo dados da Conib.








