Atendimentos por síndromes gripais no DF sobem 31% em fevereiro em relação a janeiro de 2025
27 de fevereiro de 2025Apenas em 2025, o Distrito Federal registrou 2.520 atendimentos por Síndrome Gripal em unidades sentinelas – o que corresponde a uma alta de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. Nas semanas epidemiológicas 1 a 5 de 2025 foram 1.091 atendimentos por síndrome gripal, com avanço de 24% em relação ao ano passado. Já nas semanas 6 a 9 deste ano foram 1.429 assistências em unidades de saúde do DF, com aumento de 12,5% em comparação a 2024. Com isso, os atendimentos por síndromes gripais no DF tiveram alta de 30,99% em fevereiro em comparação a janeiro de 2025. Os dados são do Portal Infosaúde-DF, que disponibiliza informações sobre a situação da saúde no DF.
O Boletim Epidemiológico da Subsecretaria de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do DF, publicado em 24/02, aponta que a semana epidemiológica atual apresenta 642 casos novos em relação a semana anterior, o que corresponde a um acréscimo de 7,7%.
Apesar do aumento, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) informou ao Brasil 61 que os hospitais do DF e dos municípios do Entorno seguem sem sobrecarga exclusiva por casos de Covid-19. Além disso, a Secretaria destacou que, atualmente, não há leitos exclusivos para Covid-19 nos hospitais do DF.
“O atendimento nas unidades de saúde segue a rotina normal, abrangendo todas as demandas, incluindo os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”, diz um trecho da nota enviada ao Brasil 61.
Conforme as informações da SES-DF, as taxas de ocupação tem variação de acordo com o período sazonal e a demanda geral por internações, que são influenciadas por elementos como o aumento de doenças respiratórias comuns nesta época do ano. “No entanto, a Covid-19 não é a principal causa de hospitalizações no momento”, frisou a SES-DF.
Segundo a SES-DF, a partir da pandemia de Covid-19 a vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem caráter universal, ou seja, todos os casos de SRAG devem ser obrigatoriamente notificados. Em nota ao Brasil 61, a SES-DF disse que não dispõe dos recortes de dados de hospitalização e atendimento locais de SRAG relacionados à Covid-19.
Síndromes Gripais no Brasil
O mais recente Boletim InfoGripe da FioCruz, correspondente à Semana Epidemiológica (SE) 08/2025 de 16 a 22/02, traz que nove das 27 unidades federativas (UF) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo Acre (AC), Amazonas (AM), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR), Sergipe (SE) e Tocantins (TO).
Sete dessas nove UFs também apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 8, excetuando AM e RO.
O Boletim informa que a alta de casos de SRAG nessas localidades é impulsionada, principalmente, pelo aumento de casos entre crianças e adolescentes de até 14 anos.
“Em GO e DF, observa-se que o crescimento de SRAG entre crianças menores de dois anos está associado a um aumento de casos de VSR. Nos demais estados, no entanto, ainda não há dados suficientes para identificar o vírus responsável por esse aumento”, reforça o InfoGripe.
Unidades sentinelas DF
Para o controle e acompanhamento da Síndrome Gripal (SG), a SES-DF conta com nove unidades sentinelas, segundo dados de 2023. Tais unidades monitoram atendimentos e pontuam número de casos. O trabalho figura como um termômetro, indicando os tipos de vírus que estão em maior circulação e que podem causar as hospitalizações na UF.
Ao Brasil 61, a secretaria disse que segue monitorando os casos de no DF. “Os casos da doença seguem monitorados dentro das unidades sentinelas, mas não figuram entre as principais causas de internação hospitalar no DF”, diz a nota da SES-DF.
A UBS 5 de Planaltina, cidade satélite do DF, concentra o maior número de atendimentos por síndromes gripais, com um total de 499. Em seguida aparece a UPA de Ceilândia (DF), com 413 e a UBS 12 de Samambaia (DF), com 313 registros.
Em relação ao Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB), a SES-DF informou que a unidade tem atendido os casos de acordo com o fluxo estabelecido para síndromes respiratórias, “sem registro de aumento significativo de internações relacionadas à Covid-19.”
Goiás
Em nota ao Brasil 61, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que até 27 de fevereiro 1.208 casos de SRAG foram registrados, dos quais 137 foram motivados pela Covid-19. Do total, 87 mortes foram motivadas por SRAG e 30 por Covid-19.
Confira os casos por município do entorno do DF e de Goiânia (GO):
- Goiânia: 20 casos de Srag por Covid-19 e 3 óbitos por Covid-19
- Águas Lindas de Goiás: 5 casos de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid-19
- Cidade Ocidental: 2 casos de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid-19
- Cristalina: 1 caso de Srag por Covid-19 e 1 óbito por Covid-19
- Formosa: 4 casos de Srag por Covid-19 e 1 óbito por Covid-19
- Luziânia: 2 casos de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid-19
- Novo Gama: 1 caso de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid-19
- Planaltina (GO): nenhum caso de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid-19
- Santo Antônio do Descoberto: nenhum caso de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid-19
- Valparaíso de Goiás: 1 caso de Srag por Covid-19 e nenhum óbito por Covid19
“A SES-GO informa que esses dados foram extraídos do Painel de Monitoramento de SRAG em Goiás e não refletem a ocupação atual das unidades hospitalares nos municípios. Isso porque os dados dependem da notificação das unidades de saúde em todo o Estado e, eventualmente, ocorre atraso na inserção dos dados no sistema”, diz um trecho da nota.
Em relação às internações nas unidades de saúde estaduais localizadas no Entorno do DF, considerando o Hospital Estadual de Águas Lindas, Hospital Estadual de Luziânia e Hospital Estadual de Formosa – entre janeiro e fevereiro de 2025 foram registradas 23 internações ocasionadas por Covid-19.
Já as unidades do Estado em Goiânia – CRER, HGG, HDS, HUGO, HUGOL, HDT, HEMU e HECAD – registraram 62 internações pela doença em 2025 e 11 óbitos.
“A SES-GO reforça que os números em Goiás e no Entorno do DF estão dentro do panorama aceitável e não estão causando superlotação nas unidades hospitalares.”
Fonte: Brasil 61






