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No próximo domingo, as igrejas cristãs do mundo inteiro celebrarão a ascensão do ressurreto. As Escrituras testificam que, 40 dias após a ressurreição, o Senhor Jesus Cristo foi elevado ao céu. O médico Lucas, primeiro historiador da igreja, registrou o fato com riquezas de detalhes.
A partir do registro de Lucas, no livro de Atos dos Apóstolos, quero trazer aqui algumas reflexões sobre a ascensão de Jesus, como uma oportunidade de corrigir rumos e impressões.
Rumos políticos e geográficos, primeiramente. Uma pergunta foi feita a Jesus: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?”. A pergunta é estreita e revela uma incompreensão por parte dos discípulos. Estão pensando politicamente e geograficamente, apenas. Querem saber quando os romanos deixariam a Palestina? A resposta de Jesus deixa claro que ser reino não conhece limites geográficos. Ele se estende “até os confins da terra”. O reino de Deus não se limita às fronteiras de Israel. É mais amplo e inclui todos os povos da terra. O reino que será restaurado é amplo. A ascensão corrige rumos políticos e geográficos.
Rumos teológicos e missional. O texto de Atos mostra de onde vem o poder da igreja. “…Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas…”. Ser testemunha de Jesus Cristo no mundo. A vida da igreja deve ser uma seta que aponta com intensidade para Jesus Cristo. Em todos os lugares a igreja precisa ser esta testemunha de Jesus Cristo. Ele é o ponto de partida e o ponto de chegada. Ele é a referência para a agenda da igreja no mundo. Igreja cristã que não aponta para Jesus Cristo, perdeu a razão de ser igreja e não é cristã. Pode ser tudo, menos igreja.
Rumos práticos e esperançosos. A visão da elevação de Jesus Cristo fez com que as testemunhas da ascensão ficassem ali, extasiados, com a elevação de Jesus aos céus. “Por que estais olhando para as alturas?”. Tem muita igreja olhando para as alturas e esquecendo a dura realidade ao seu redor. Olham tanto para o céu a tal ponto de perder o rumo da missão. O tempo é de trabalho, de tentar transformar a realidade ao redor. Tempo de continuar a obra e missão do ressurreto. Até porque, Ele vai voltar! “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir”. Haverá o retorno do Rei. A ascensão deixa claro que o Rei retornará!
Ele vai voltar!
É isso!
Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie