As minhas Copas do Mundo

As minhas Copas do Mundo

11 de junho de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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Estamos na semana de abertura do maior evento de futebol do planeta. A copa do mundo. Esta será disputada em três países sede, envolvendo quarenta e oito seleções. Vou aproveitar o tema e escrever minhas memórias sobre as copas que eu acompanhei pela TV. Vamos lá!
Em 1978, em Ipanema, MG, eu trabalhava em uma lanchonete e assisti à minha primeira copa, na Argentina. Tínhamos uma boa seleção, com ótimos jogadores. O técnico era Cláudio Coutinho. Foi a copa do “campeão moral”. O Brasil não perdeu nenhuma partida e a mais tensa foi um zero a zero com a Argentina, que se sagrou campeã. A mancha dessa copa foi a goleada do time de Mário Kempes sobre a seleção do Peru. A copa de 1978 mostrou a força da ditadura na Argentina.
Em 1982 eu vi minha segunda copa do mundo, na Espanha. Eu estava com meus 18 anos e fiquei encantado com o time maravilhoso do mestre Telê Santana. O time, com um meio de campo primoroso com Zico, Sócrates e Falcão brilhou nos estádios espanhóis. Infelizmente, a seleção canarinho sucumbiu diante de uma esforçada Itália, num dia de pura sorte de Paolo Rossi. Uma seleção de puro talento, até hoje inigualável das que eu vi jogar. Uma pena. No futebol nem sempre o melhor vence.
Em 1986 voltamos ao México, palco de nossa maior conquista, o tri. O técnico ainda era o mestre Telê Santana, com um time mais pragmático e mais velho. Era o ocaso de nosso maior astro pós-Pelé, o Zico. Já em fase final de carreira e com lesões no joelho, o “Galinho” já não era o mesmo. Sucumbimos nos pênaltis perante a França de Michel Platini. Decepção mais uma vez…
Em 1990, a copa do mundo volta ao velho continente, na Itália. O Brasil, com um time mediano, dava um início tímido à “era Dunga”, com forte marcação no meio-campo, mas com quase nenhuma criatividade. O técnico era Sebastião Lazaroni. Enfrentamos a genialidade de Diego Armando Maradona, o maior e melhor craque argentino. Numa jogada de puro talento, dribla três marcadores brasileiros e deixa Claudio Cannigia na frente do gol. Argentina 1 a 0 e o fim do tetracampeonato.
Em 1994, vinte e quatro anos após o tri, a seleção tinha como técnico Carlos Alberto Parreira, e a tiracolo, seu auxiliar técnico, o supersticioso Mário Jorge Lobo Zagallo. Era o auge da “era Dunga”, com dois “xerifes”, o próprio Dunga e Mauro Silva. Era o pragmatismo em campo, na frente contando com os dois melhores atacantes na época, Romário e Bebeto – letais na grande e pequena área. Campeões nos pênaltis frente a Itália de Roberto Baggio. É tetra! Berrava Galvão Bueno…
Em 1998, em solo francês, na linda Paris, depois de semifinais dramáticas, enfrentamos o melhor time francês no final da década de 90. O principal nome… Zinedine Zidane. Tomamos de 3 a 0, com um episódio de convulsão até hoje mal explicado perante a opinião pública. França campeã pela primeira vez.
Em 2002, para sepultar o episódio da convulsão, o Brasil viu renascer das cinzas, Ronaldo Nazário, o “Fenômeno”. O técnico era Felipão e sua família Scolari. O time era o melhor pós 82. Tínhamos os dois Ronaldos e o talentoso Rivaldo. A primeira copa disputada em dois países, Japão e Coreia do Sul. Brasil alcançava seu quinto título, ratificando a primazia brasileira no futebol mundial.
Em 2006, tínhamos uma belíssima seleção novamente, na Alemanha. Mas encontramos Thierry Henry e a França novamente. Em 2010, a primeira copa em solo africano, na África do Sul. Entra no rol de campeões a pragmática Espanha, corrigindo uma injustiça com boas seleções espanholas do passado. O Brasil, de Robinho, sucumbiu diante da Holanda, a vice-campeã.
Em 2014, no Brasil, eu quero esquecer 7 a 1… sem comentários.
Em 2018, na Rússia, a França de Mbappê apresentou-se talentosa e sagrou-se campeã pela segunda vez. E, em 2022, corrigindo uma outra injustiça com um único gênio… a Argentina conquista seu tricampeonato com Lionel Messi. O Brasil, com Tite, cai frente à Croácia, nos pênaltis…
Como vai ser 2026? Não sei… Disse a um amigo que nós temos a pior seleção brasileira… Como no futebol o melhor nem sempre vence, fica a torcida…
Vamos, Brasil!
É isso!
Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie
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