Hotelaria da RMC tem alta de ocupação em janeiro, mas tarifa defasada prejudica

Hotelaria da RMC tem alta de ocupação em janeiro, mas tarifa defasada prejudica

17 de fevereiro de 2022 0 Por Redação Em Notícia

Índice médio atingiu taxa da pré-pandemia; aumento de preços e custos extras preocupam o setor

Com a aceleração da vacinação e a retomada dos eventos corporativos, os hóspedes estão voltando a frequentar os hotéis. A taxa média de ocupação da rede hoteleira na Região Metropolitana de Campinas (RMC) em janeiro atingiu 43,95%, índice superior ao período pré-pandemia. O avanço, positivo, ainda é insuficiente para a retomada do fôlego financeiro, já que a diária média registrada no mês passado foi de R$ 230,00 – abaixo dos R$ 236,00 de 2019 -, sem considerar a inflação do período, além da pressão provocada pelo aumento dos custos.

Os números fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Campinas e Região Convention & Visitors Bureau (CRC&VB), entidade que trabalha pelo fomento do turismo e representa os hotéis e empresas de toda a cadeia ligada a eventos na RMC.

O índice de ocupação de quartos apurado no primeiro mês de 2022 é considerado positivo pela entidade, superando o de 2019 (42,65%), quando não se falava na pandemia. Os dois primeiros meses do ano – marcados pelas férias escolares e Carnaval – costumam ser tradicionalmente mais fracos para a hotelaria regional, que tem seu foco nos eventos corporativos, com a demanda aumentando a partir de março.

A elevação da ocupação média mostra uma retomada gradativa do turismo de negócios na RMC, se comparado com 2021, quando a taxa média ficou em 25%, quando ainda estavam em vigor diversas medidas restritivas e redução da taxa de capacidade dos hotéis, salas de eventos e centros de convenções.

Segundo Vanderlei Costa, presidente do CRC&VB, se por um lado a elevação da taxa de ocupação vem reagindo, por outro o valor médio das diárias ainda preocupa muito o setor hoteleiro.

“Levando-se em conta apenas a inflação acumulada dos últimos dois anos, a diária ideal deveria estar em torno de R$ 295,00 (contra os atuais R$ 230,00)”, pontua. “Os custos das matérias-primas, insumos, Alimentos & Bebidas, serviços, mão de obra e alta de taxas, impostos e serviços controlados pelos governos impedem a recuperação financeira do setor, já que a tarifa defasada pressiona o caixa dos hotéis, bastante afetados com a pandemia e a queda de público”, explica.

Além dos aumentos de custos com os itens acima, os estabelecimentos do setor também tiveram que arcar com custos extras para o combate à pandemia, como implantação de protocolos sanitários e compra de produtos.

No levantamento mensal junto aos associados, o CRC&VB constatou ainda que o setor também enfrenta dificuldades para compra e reposição de materiais como enxovais, com a redução da produção industrial e aumento dos produtos finais, levando diversos setores a terceirizar este serviço.

Rodrigo Porto, diretor da Rede Hotéis Vitória, com cinco unidades em Campinas, Paulínia e Indaiatuba, confirma a recuperação do setor em janeiro. “No mês passado, estávamos com uma ocupação de 43%, acima de 2020, que foi de 42%, e muito melhor do que em 2021, quando chegamos a 25% no meio da pandemia”. Ele diz que hoje, com a retomada, a Rede enfrenta dificuldades para repor mão-de-obra. “Estamos com 60 vagas disponíveis e bastante dificuldade para contratar”, completa

Antônio Dias, do The Royal Palm Plaza, conta que o hotel vem se recuperando desde o final do ano passado, quando deu início à recontratação de 250 pessoas. “Ainda temos cerca de 50 vagas em aberto. Isso mostra que o mercado está aquecido e há previsão de uma retomada ainda mais significativa a partir de março”.

Website: https://visitecampinas.com.br/