Transnordestina transporta 946 toneladas de sorgo em segundo teste operacional
14 de janeiro de 2026A expectativa dos produtores rurais nordestinos em torno da circulação dos trens de carga da Transnordestina começou a se confirmar nesta segunda-feira (12), com a chegada de 946,12 toneladas de sorgo ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, durante o segundo teste operacional da ferrovia. A carga percorreu o trajeto em 16 horas e 34 minutos, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI).
A linha férrea operacionalizada pela Transnordestina Logística (TLSA) está em operação desde dezembro de 2025. Apesar de as primeiras cargas transportadas serem de produtos agrícolas, o diretor comercial e de Terminais da TLSA, Alex Trevizan, adianta que a concessionária pretende variar as mercadorias nas próximas viagens experimentais. “Também pretendemos fazer um transporte com soja, mas fugindo um pouco do granel sólido agrícola, verificamos que há a possibilidade, ainda neste mês, de fazer um movimento de gipsita. Talvez no mês que vem de calcário e gesso agrícola, para diversificar um pouco mais para o granel sólido mineral”, afirma.
Não há um número total de viagens ou prazo fixo estipulado para os testes operacionais, já que o tempo de viagem de cada locomotiva pode variar. Esse período, no entanto, é essencial para que a concessionária possa realizar testes em todos os âmbitos da operação da ferrovia.

Um dos principais pontos avaliados é a logística de transbordo e os acessos das carretas. Segundo o diretor, a análise técnica foca na agilidade dos acessos e na integração entre o modal ferroviário e o rodoviário. “Um dos fatores que analisamos é o ponto de carregamento e o ponto da descarga dos produtos, a questão dos acessos das carretas para que elas possam manobrar e fazer o transbordo direto, sai do vagão e já cai rápido no caminhão, para esse giro ser rápido”, explica.
Eficiência operacional
Trevizan ressalta que a velocidade dessa transferência de carga é o que vai garantir a eficiência operacional da Transnordestina, permitindo que os vagões retornem rapidamente à origem para novos ciclos de transporte. Além disso, o desempenho da infraestrutura tem sido positivo. “Quanto mais rápido esse giro é, melhor para a gente e melhor para o cliente. Como a malha é nova, ela corresponde, quando opera, às nossas expectativas de velocidade”, conclui.
O trecho ferroviário autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o tráfego de cargas tem aproximadamente 679 quilômetros, dos quais 580 estão sendo atualmente utilizados para o transporte comercial. A empresa já prevê outros fluxos no trecho autorizado para circulação, possibilitando outros pontos de origem e destino de acordo com a mercadoria e a demanda dos clientes.
Fonte: Brasil 61







