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Para não ficar enfadonho para o leitor, quero terminar hoje a saga do mineiro com cara de matuto pela Itália. Da bela Veneza, o mineiro foi para Pádova, ainda na região do Vêneto. A cidade, entre outras coisas, é conhecida mundialmente por ser o local onde o famoso frade português Fernando de Bulhões passou boa parte de sua vida. O mineiro sabia disso e queria conhecer a cidade onde Santo Antônio viveu – o franciscano mais famoso depois do próprio Francisco de Assis. Em Pádova, o encantamento continuou tomando conta do mineiro.
De Pádova, o mineiro com cara de matuto partiu para Florença. A cidade é muito rica em cultura e arte. O matuto sabia disto. A Renascença italiana passa por Florença. Sua arte e sua arquitetura estão presentes em toda a cidade. Destaque especial para a Catedral Santa Maria del Fiori. Florença também é conhecida por ser o berço de homens notáveis como Dante Alighieri e Michelangelo. É também reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco. O matuto, encantado, só pensava no que que via e repetia consigo mesmo: Che bello!
Havia uma expectativa no coração do mineiro com cara de matuto. Sua expectativa era Roma. A cidade eterna, de tantas histórias e incidentes. De Florença a Roma o coração acelerou mais que o trem. O mineiro nem se importou com a dificuldade de achar o hotel, afinal ele finalmente estava em Roma.
De todos os lugares históricos possíveis de Roma, o matuto tinha um em especial. O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, é um dos monumentos mais icônicos do mundo. Construído entre os anos 72 a 80 no primeiro século, nos reinados dos imperadores Vespasiano e seu filho Tito. Com uma arquitetura sofisticada, com arcos e colunas, construído com um tipo de pedra calcária. O local serviu de palco para uma variedade de eventos públicos como lutas de gladiadores. O mineiro também pensou que aquele famoso monumento poderia ter sido palco de mortes de cristãos do primeiro século que o Império Romano perseguia. O matuto ficou emocionado. Andando dentro do Coliseu o mineiro estava extasiado, sabendo que estava num dos palcos da história. De repente, da parte alta do monumento, o mineiro olha ao centro do grande anfiteatro e vê, para sua surpresa e alegria, uma Cruz. Sim, uma Cruz. Simples, parece madeira…O mineiro pegou seu celular e, bem devagar, com foco, tratou de tirar uma foto da Cruz no coração do Coliseu. Ali, em meio à multidão de turistas, o mineiro viu a Cruz naquele imponente monumento e matutou: os pescadores da Galileia venceram… superaram a truculência do Império…O Galileu venceu! Até porque, hoje, o que mais se vê na Itália e em Roma é a presença da Igreja…
É isso!
Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie