Reformas legislativas na Europa alteram critérios para reconhecimento de cidadania em 2025

Reformas legislativas na Europa alteram critérios para reconhecimento de cidadania em 2025

18 de dezembro de 2025 0 Por Redação Em Notícia
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Medidas adotadas por Itália, Portugal e Espanha visam disciplinar alta demanda; especialista alerta para necessidade de planejamento estratégico diante de processos mais criteriosos em 2026

O ordenamento jurídico de importantes nações europeias passou por transformações significativas ao longo de 2025, impactando diretamente o processo de obtenção de nacionalidade para descendentes estrangeiros. Entre as principais atualizações legislativas destacam-se o Decreto 36/25, na Itália, que limitou a concessão da cidadania a filhos e netos de nacionais; a reforma da Lei da Nacionalidade em Portugal; e o encerramento da vigência da Lei da Memória Democrática na Espanha.

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Essas alterações ocorrem em um contexto de necessidade de regulação diante da elevada demanda por passaportes europeus, especialmente por parte de descendentes residentes fora da União Europeia. O cenário tem gerado incertezas quanto à viabilidade futura dos pedidos de reconhecimento.

Perspectivas para 2026: Rigor e Planejamento

De acordo com o advogado Fábio Alex Gioppo, especialista em Direito Internacional e CEO do escritório Gioppo & Conti, a tendência para 2026 é de um aumento expressivo no rigor das análises documentais.

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“Análises mais rigorosas e exigências detalhadas refletem um quadro de demanda crescente. Para 2026, a expectativa não é de suspensão dos direitos, mas de continuidade do reconhecimento condicionada a um planejamento técnico rigoroso e documentação impecável”, afirma Gioppo.

O especialista ressalta que, especificamente no caso italiano, o sucesso do pleito depende cada vez mais de uma estratégia jurídica bem delineada.

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Maturidade Institucional e Celeridade

As novas diretrizes indicam uma maior maturidade institucional dos países europeus no controle de seus registros civis. Embora os procedimentos tendam a se tornar mais organizados, Gioppo alerta que a complexidade administrativa pode resultar em trâmites mais lentos.

“As medidas restritivas visam, primordialmente, o controle administrativo do passaporte europeu. Para o público brasileiro, a procrastinação pode representar um risco estratégico, uma vez que novos critérios administrativos costumam elevar o tempo de tramitação, ainda que o direito fundamental permaneça inalterado”, conclui o advogado.

Diante do novo panorama regulatório, a recomendação técnica é que os interessados iniciem a instrução de seus processos com brevidade, assegurando a conformidade com as exigências vigentes e mitigando riscos de futuras alterações restritivas.

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