Meu amigo Peninha

Meu amigo Peninha

12 de março de 2026 0 Por Redação Em Notícia
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Seu nome de batismo é Antonio Luís de Jesus Penachione. Popularmente conhecido como Peninha. É meu amigo. Bendito o dia em que resolvi atravessar a rua Tamoio para falar um “oi”. Eu já o conhecia à distância, pelos textos e reportagens esportivas que escrevia na imprensa da cidade. Minha admiração vinha daí, de seus textos precisos, claros. É jornalista de formação.
Nascido de uma família italiana da pacata Rio das Pedras, SP, chegou em Americana em 1972. Hoje é cidadão americanense com título outorgado pela Câmara Municipal. Ele diz que seu espírito tem 6 milhões e meio de anos. Com uma meia hora de prosa com ele parece que tem mesmo. Conversa de tudo e com todos. Como bom jornalista que é, quer saber sempre “quais as novidades?”. Sabe “quase” tudo de futebol e de outros assuntos. Sua alma está sempre inquieta com vários assuntos, mas tem sempre um sorriso largo no rosto que alegra o dia de qualquer um. Seu “bistrô” tem o melhor café da cidade. E, não é pelo café em si. É pela prosa boa e aberta. Os amigos que frequentam o “Café Peninha” certamente endossam o que escrevo. Os assuntos? Assuntos que os brasileiros mais gostam de conversar: política, futebol e religião. No Brasil criou-se a ideia, equivocada, de que esses assuntos não se discutem. Eu digo, discute sim, é só ter respeito à opinião do outro.
A amizade é a relação mais sublime que existe. Ela está acima de ideologia política, cor da pele, religião, etc. Não é à toa que os Livros antigos afirmam que “há amigo mais chegado que um irmão”. Milton Nascimento sabia disto e cantava que “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do peito, no coração”. Talvez por isso o Redentor preferiu ter conosco uma relação de amizades quando disse: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”.
Gosto das prosas e reflexões com meu amigo. É rapaz religioso, assíduo às missas… Embora, de quando em vez, fique bravo com o pároco por causa da homilia. Gosto de saber dele qual é o “evangelho do dia”. Ele, consultando o calendário litúrgico do Vaticano, vai logo me informando. É sempre o início de uma boa conversa.
Enfim, se você quer conhecer uma pessoa boa de papo, com mais de 6,5 milhões de anos, é só ir na rua Tamoio, em Americana, e tomar um delicioso café e deixar o homem falar. Peninha é daquelas amizades que vale a pena conservar… e granjear outros amigos.
É isto!
Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho, Pastor Presbiteriano e Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie
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