Criação de comitês gestores fortalece a aplicação de R$ 4,47 bilhões em ações de revitalização de bacias hidrográficas
26 de janeiro de 2026A gestão de parte dos recursos oriundos do processo de desestatização da Eletrobras ganhou um importante reforço institucional com a criação de comitês gestores responsáveis por direcionar investimentos em ações de revitalização de bacias hidrográficas, sob a presidência do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Os colegiados foram instituídos para assegurar que os recursos sejam destinados à recuperação ambiental das bacias, contribuindo para aumentar a disponibilidade de água nos rios e melhorar a operação dos reservatórios das usinas hidrelétricas, sem comprometer o uso prioritário e os múltiplos usos da água.
Para viabilizar a execução dessas ações, foram criadas as contas bancárias específicas para o depósito dos recursos e instituiram-se dois colegiados: o Comitê Gestor da Conta do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba (CPR São Francisco e Parnaíba) e o Comitê Gestor da Conta do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos da Área de Influência dos Reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Furnas (CPR-Furnas).
Os comitês são órgãos colegiados responsáveis por aprovar a destinação dos recursos e contam com representantes do MIDR, dos ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), de Minas e Energia (MME), de Portos e Aeroportos (MPOR), das Cidades (MCidades), da Casa Civil da Presidência da República, além da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). “Os comitês gestores têm o grande objetivo de facilitar não apenas as ações a serem realizadas, mas também a gestão integrada, promovendo o multiuso das águas, a resiliência climática e iniciativas de segurança hídrica. Trata-se de uma ação fundamental e estratégica”, explicou Nelton Friedrich, diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica (DRHB) do MIDR.

Além de facilitar o alinhamento com políticas públicas e planos de recursos hídricos, os comitês gestores fortalecem programas de revitalização hidrográfica. Essas ações unem recuperação ambiental e inclusão social e produtiva, garantindo sinergia essencial para obras de qualquer porte.
Atendendo à exigência legal, a Eletrobras deposita anualmente R$ 350 milhões na conta da CPR São Francisco e Parnaíba e R$ 230 milhões na conta da CPR-Furnas, pelo período de dez anos. As parcelas referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025 já foram depositadas e, somadas aos rendimentos, resultam em um saldo disponível de R$ 1,33 bilhão.
Os colegiados são presididos pelo MIDR, que também exerce a função de Secretaria Executiva, oferecendo todo o suporte necessário para a realização das reuniões e para o desenvolvimento das atividades administrativas dos comitês.
Histórico
Desde o início de suas atividades, em agosto de 2023, os colegiados aprovaram oito resoluções e um conjunto expressivo de ações. Ao todo, foram aprovadas 147 iniciativas voltadas às bacias dos rios São Francisco e Parnaíba e 41 ações destinadas à revitalização das áreas de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas, que abrangem os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Ao final de 2025, os comitês gestores consolidaram uma carteira de projetos composta por 188 empreendimentos, que representam aproximadamente R$ 4,5 bilhões em investimentos destinados à revitalização dos recursos hídricos. Desse total, 147 empreendimentos, no valor de R$ 2,8 bilhão, são direcionados às bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, enquanto 41 projetos, que somam R$ 1,67 milhões, contemplam as áreas de influência de Furnas.
As ações aprovadas até o momento permitirão ampliar a disponibilidade hídrica para os diversos usos da água e aumentar a flexibilidade operativa dos reservatórios de geração de energia, contribuindo para a segurança hídrica, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento regional.
Fonte: Brasil 61







