Como funciona o programa “Anjo da Guarda Mulher”?
30 de janeiro de 2026 0 Por Redação Em NotíciaO programa Anjo da Guarda Mulher, operado pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Santa Bárbara d’Oeste, constitui um braço especializado de segurança pública voltado ao enfrentamento da violência doméstica e à garantia da eficácia da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06).
Estrutura e Operação do Programa Anjo da Guarda Mulher
O município dispões de uma Unidade especializada da GCM que atua na fiscalização de medidas protetivas e no suporte imediato a vítimas de violência doméstica em Santa Bárbara d’Oeste.
1. Monitoramento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU)
O pilar central do programa é a fiscalização das determinações judiciais. Assim que o Poder Judiciário expede uma Medida Protetiva de Urgência, os dados são compartilhados com a GCM. A equipe passa a realizar patrulhamentos preventivos periódicos e visitas técnicas à residência ou local de trabalho da vítima para assegurar que o agressor mantém o distanciamento determinado.

2. Protocolo de Atendimento Humanizado
Diferente do policiamento ostensivo convencional, os agentes do “Anjo da Guarda Mulher” recebem treinamento específico em Psicologia Jurídica e Direitos Humanos. O objetivo é evitar a revitimização durante o atendimento, garantindo um acolhimento técnico que facilite o relato de possíveis novas ameaças ou descumprimentos.
3. Integração com o CICOMM e Botão de Pânico
O programa opera de forma integrada com o Centro de Inteligência e Comunicação Municipal (CICOMM). Em situações de alto risco, as vítimas assistidas pelo programa podem contar com canais de denúncia priorizados. Em algumas configurações tecnológicas, o sistema permite o acionamento célere de viaturas quando há proximidade indevida do agressor monitorado.
4. Fluxo de Trabalho Multidisciplinar
O “Anjo da Guarda Mulher” não atua de forma isolada, mas como parte da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O funcionamento segue este fluxo:
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Identificação: A ocorrência chega via DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) ou flagrante.
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Cadastramento: A vítima é inserida no banco de dados do programa.
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Fiscalização: Rondas ostensivas e contatos telefônicos de checagem.
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Encaminhamento: Caso necessário, a equipe orienta o suporte psicológico e jurídico via CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou CREAS.
5. Atuação em Flagrante e Prevenção
Embora o foco seja o acompanhamento preventivo, a equipe possui autoridade para efetuar prisões em flagrante em caso de descumprimento de ordem judicial (Art. 24-A da Lei 11.340/06), como observado no caso recente do Condomínio Graviola. A presença da viatura identificada no bairro também exerce um papel de dissuasão criminal, inibindo a reincidência por parte do agressor.
Como acionar o serviço de proteção?
Registro de Ocorrência e Medida Protetiva (O Caminho Principal)
O programa é acionado prioritariamente quando existe uma Medida Protetiva de Urgência (MPU) expedida pela Justiça.
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Onde ir: A vítima deve procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santa Bárbara d’Oeste ou qualquer delegacia de polícia (Plantão Policial) para registrar o boletim de ocorrência.
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A solicitação: No momento do registro, ela deve solicitar a medida protetiva. Assim que o juiz defere o pedido, a Guarda Civil Municipal é notificada para incluir a mulher no cronograma de rondas e visitas do programa.
Canais de Emergência (Situação de Risco Imediato)
Se a mulher estiver sofrendo violência ou ameaça no exato momento, ela pode acionar diretamente a GCM:
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Telefone 153: Número de emergência da Guarda Civil Municipal de Santa Bárbara d’Oeste.
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Telefone (19) 3458-1388: Contato direto do Centro de Inteligência e Comunicação Municipal (CICOMM).
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Ao ligar, a vítima deve informar que precisa de auxílio por violência doméstica. A equipe da GCM, ao realizar o atendimento, fará o encaminhamento para que ela passe a ser assistida pelo programa “Anjo da Guarda Mulher”.
Atendimento Direto na Sede da GCM
A mulher também pode se dirigir à sede da Guarda Civil Municipal para buscar orientações sobre como entrar no programa.
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Localização: Rua João Lino, nº 685 – Centro, Santa Bárbara d’Oeste.
Rede de Apoio e Assistência Social
Muitas vezes, a inclusão no programa ocorre por encaminhamento da rede de assistência:
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CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social): Profissionais do CREAS que atendem mulheres em situação de vulnerabilidade podem articular com a GCM a inclusão da vítima no monitoramento preventivo.
Nota Importante: O serviço é gratuito e sigiloso. Mesmo que a mulher não tenha certeza se quer registrar a queixa criminal, ela pode procurar a Delegacia da Mulher ou o CREAS para receber orientações técnicas sobre o risco em que se encontra e como o programa pode protegê-la.







