Brasil alinha agenda hídrica da COP30 ao Diálogo de Baku em reunião realizada no MIDR

Brasil alinha agenda hídrica da COP30 ao Diálogo de Baku em reunião realizada no MIDR

16 de outubro de 2025 0 Por Redação Em Notícia
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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) sediou, nesta quarta-feira (15), a reunião Amigos do Diálogo de Baku, que reuniu representantes nacionais e internacionais para alinhar a agenda de água da COP30 às diretrizes lançadas pelo Azerbaijão na COP29, por meio do Diálogo de Baku sobre Água para Ação Climática. O encontro integra as articulações preparatórias para a conferência climática que será realizada em Belém, e reforça o protagonismo brasileiro na condução da agenda global de resiliência hídrica. 

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O Diálogo de Baku, lançado na COP29 e apoiado formalmente pelo Brasil, é uma plataforma multilateral que conecta as presidências de diferentes COPs para garantir continuidade nas ações climáticas voltadas à água. O encontro desta quarta-feira reuniu representantes de 73 países e entidades não governamentais ligados ao tema. 

O secretário-executivo adjunto do MIDR, Tito Queiroz, destacou que o objetivo foi posicionar a agenda hídrica como eixo estratégico da ação climática brasileira rumo à COP30. “Hoje nós estivemos aqui em uma reunião com vários atores nacionais e internacionais para discutir o Diálogo de Baku na ação climática para a água. A ideia foi trazer a perspectiva do que o Brasil tem planejado para a COP30 na agenda de água”, comentou. 

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Segundo Tito, o Brasil quer garantir que a Agenda de Ação da COP30 dialogue com compromissos multilaterais já firmados e com as prioridades da América Latina e do Caribe para a segurança hídrica. “Então, a proposta foi fazer o link entre a perspectiva brasileira para a COP30 e o diálogo de Baku, que foi lançado na COP29 pelo Azerbaijão, um diálogo que tem assinatura de 73 países, além de outras entidades não governamentais”, explicou. 

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Visão latino-americana

Além da conexão diplomática entre COP29 e COP30, o MIDR reforçou a necessidade de consolidar a visão latino-americana dentro do processo internacional. “A gente teve representantes da América Latina aqui também debatendo, então a ideia foi juntar a perspectiva do Brasil na COP30, a visão trazida no diálogo de Baku e a perspectiva da América Latina, construindo uma agenda comum”, finalizou Tito. 

A reunião também dialogou com iniciativas regionais já em andamento, como o Roteiro da Água para a América Latina e o Caribe e o Plano de Ação Regional para Restauração de Ecossistemas, que destacam o tema da água como eixo transversal para adaptação climática. 

Nessa perspectiva, o MIDR colabora com as medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com iniciativas como a promoção da segurança hídrica.  Diante dessa ampla colaboração com a pauta climática, o MIDR vem contribuindo, especialmente por meio do seu Comitê Permanente de Resiliência Climática, nas discussões na COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O encontro global ocorrerá em novembro de 2025, em Belém (PA), reunindo líderes mundiais, representantes de governos, ciência e sociedade civil para debater soluções climáticas — e marcará a primeira vez que a conferência será realizada na Amazônia.

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