Especialista explica os efeitos do chocolate no organismo

Especialista explica os efeitos do chocolate no organismo

17 de abril de 2026 0 Por
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São Paulo/SP 17/4/2026 – A recomendação é pelo consumo equilibrado e preferência por versões com maior teor de cacau, que apresentam melhor perfil nutricional

Consumo excessivo e escolhas com alto teor de açúcar, como o chocolate ao leite, podem estimular inflamações e favorecer o surgimento da acne

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O consumo de chocolate ainda gera dúvidas sobre seus efeitos no organismo, especialmente quando o assunto é a relação com acne. Entre mitos e evidências científicas, especialistas apontam que o impacto do doce está diretamente ligado ao tipo escolhido, à quantidade ingerida e ao padrão alimentar de cada pessoa.

De acordo com a endocrinologista do Hospital Paulistano, Aline Azevedo Benincasa Borges, o consumo de chocolate ao leite contribui para o aparecimento de acne. “Esse efeito está ligado ao aumento de processos inflamatórios na pele, com participação de picos de glicose e elevação do IGF-1, que atua como mediador do hormônio do crescimento. Em adolescentes, esse cenário pode intensificar o surgimento de acne”, explica.

Segundo a especialista, o chocolate não precisa ser excluído da rotina alimentar, mas exige atenção à escolha e à quantidade. “A recomendação é pelo consumo equilibrado e preferência por versões com maior teor de cacau, que apresentam melhor perfil nutricional”, afirma.

O impacto metabólico também varia conforme a composição. Chocolates ao leite, com menor teor de cacau e maior quantidade de açúcar, tendem a provocar respostas glicêmicas mais acentuadas. Já as versões meio amargas e amargas concentram maior quantidade de flavonoides, compostos associados à ação antioxidante, e apresentam menor impacto nos níveis de glicose no sangue. “A recomendação, quando se busca algum benefício à saúde, é priorizar chocolates com mais de 70% de cacau, em quantidades moderadas, entre 30 e 50 gramas por dia ou algumas porções ao longo da semana”, orienta.

Para pessoas com diabetes, o consumo não precisa ser eliminado, mas deve ser planejado. “O ponto central não é a proibição, e sim a escolha adequada e o controle da quantidade. O excesso, independentemente do alimento, é o que traz impacto negativo”, destaca Aline.

Outro aspecto associado ao chocolate é a influência no humor. “O consumo ativa áreas de recompensa no cérebro, com liberação de neurotransmissores como a dopamina. Chocolates mais ricos em açúcar tendem a estimular esse sistema de forma mais intensa, o que pode levar a um consumo maior”, conclui a endocrinologista.



Website: https://www.hospitalpaulistano.com.br/index.htm

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