Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce lançam edital de execução do Rio Vivo

Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce lançam edital de execução do Rio Vivo

16 de novembro de 2021 0 Por
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16/11/2021 –

Iniciativa do CBH-Doce e dos CBHs de rios afluentes promoverá a recuperação de mais de 5.000 nascentes e a implantação de 3.000 sistemas de esgotamento sanitário, além da construção de caixas secas e barraginhas

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O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce), junto aos CBHs de rios afluentes mineiros e capixabas, através da Associação Pró- Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP/AGEDOCE) – Filial Governador Valadares/MG, até o dia 7 de dezembro, está com o processo de licitação aberto para a contratação de empresa especializada na implementação de projetos hidroambientais e/ou de saneamento rural na Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

A empresa contratada vai atuar na execução do “Rio Vivo” – a iniciativa tem como referência os programas desenvolvidos pelos comitês: Programa de Controle das Atividades Geradoras de Sedimentos (P12), Programa de Recomposição de APPs e Nascentes (P42) e Programa de Expansão do Saneamento Rural (P52).

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Flamínio Guerra, presidente do CBH-Doce, destaca que, “a nossa região tem 98% de sua área inserida no bioma de Mata Atlântica, um dos mais importantes e ameaçados do mundo. Nesse contexto, o Rio Vivo vem para ajudar na recuperação de áreas degradadas, na conservação de nascentes e no tratamento de esgoto rural, pois são ações que ajudam termos a água em maior qualidade e quantidade.”

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André Marques, diretor-presidente da AGEVAP, explica que, “nesta primeira fase faremos a recuperação de mais de 5.000 nascentes de córregos e ribeirões que desaguam nos afluentes do Rio Doce, algumas serão cercadas, em outras além do cercamento, há a necessidade do plantio da vegetação natural e todas serão monitoradas. Na parte de saneamento rural, vamos entregar cerca de 3.300 sistemas de esgotamento sanitário em propriedades rurais, são fossas sépticas, TEvap e o Círculo de Bananeiras.”

Outro problema ambiental crônico da região é a erosão, ainda segundo o diretor, “dentro do Rio Vivo, 22 áreas serão remediadas com caixas secas eou barraginhas, além disso teremos a contratação de 37.000 horas máquina para recuperação de estradas vicinais. A implantação dessa estrutura ajuda no processo de drenagem, fazendo que sedimentos não escoam para os rios. Quando estes materiais chegam nos cursos d’água ficam suspensos e tornam os leitos mais turvos.”

Edital disponível em agedoce.org.br

O Rio Vivo é financiado pela cobrança pelo uso da água – instrumento econômico de gestão das águas que tem o objetivo de incentivar o uso racional e gerar recursos financeiros para investimentos na recuperação e preservação dos mananciais.

Ao total, 71 municípios, definidos pelos CBHs de rios afluentes mineiros e capixabas recebem o programa, sendo:

Região do Rio Piranga

Amparo do Serra; Barra Longa; Cajuri; Desterro do Melo; Guaraciaba; Mariana; Oratórios; Paula Cândido; Piranga; Ponte Nova; Presidente Bernardes; Ressaquinha e Viçosa.

Região do Rio Piracicaba

Alvinópolis; Antônio Dias; Barão de Cocais; Bela Vista de Minas; Bom Jesus do Amparo; Catas Altas; Coronel Fabriciano; Ipatinga; Itabira; Jaguaraçu; João Monlevade; Mariana; Marliéria; Nova Era; Rio Piracicaba; Santa Bárbara; Santana do Paraíso; São Domingos do Prata; São Gonçalo do Rio Abaixo e Timóteo.

Região do Rio Santo Antônio

Alvorada de Minas; Carmésia; Conceição do Mato Dentro; Dom Joaquim; Dores de Guanhães; Ferros; Itambé do Mato Dentro; Morro do Pilar; Passabém; Santo Antônio do Rio Abaixo; São Sebastião do Rio Preto; Senhora do Porto e Serro.

Região do Rio Suaçui

Água Boa; Coluna; Franciscópolis; Malacacheta; Peçanha; Rio Vermelho; São José do Jacuri; São Sebastião do Maranhão e Serra Azul de Minas.

Região do Rio Caratinga

Caratinga; Engenheiro Caldas; Entre Folhas; Santa Bárbara do Leste; Santa Rita de Minas; Sobrália e Ubaporanga.

Região do Rio Manhuaçu

Alto Jequitibá; Luisburgo; Manhuaçu; Manhumirim; Reduto e São João do Manhuaçu.

Região Capixaba do Rio Doce

Brejetuba; Itarana; São Gabriel da Palha e Sooretama.

Os Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Doce

Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados, com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, no âmbito da Bacia Hidrográfica, vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Compõem a região do Rio Doce: Comitê de Integração, CBH-Doce; CBH-Piranga; CBH-Piracicaba; CBH-Santo Antônio; CBH-Suaçui; CBH-Caratinga; CBH-Manhuaçu; CBH-Guandu/ES; CBH-Santa Joana/ES; CBH-Santa Maria do Doce/ES; CBH-Pontões e Lagoas do Rio Doce/ES e CBH-Barra Seca e Foz do Rio Doce.

AGEVAP/AGEDOCE

A AGEVAP (Associação Pró- Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) – Filial Governador Valadares/MG, está legalmente habilitada a exercer as funções de Agência de Água para CBH- Doce, em âmbito federal, e para seis comitês estaduais mineiros: Piranga, Piracicaba, Santo Antônio, Suaçuí, Caratinga e Manhuaçu.



Website: https://agedoce.org.br/

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