Universo games: a nova dinâmica da competividade

Universo games: a nova dinâmica da competividade

27 de setembro de 2021 0 Por Redação Em Notícia

*Beto Vides 

 .

Durante muito tempo, a chave do sucesso de uma empresa estava no segredo que elas guardavam sobre a propriedade intelectual de determinado produto ou serviço. Hoje, o crescimento cada vez maior da era digital mostra para as corporações que a dinâmica da competitividade aumenta e que para se destacar é necessário, entre outras coisas, ser ágil.

A maior competitividade e oferta de soluções no mercado passam a estimular (para não dizer “obrigar”) as empresas a entender profundamente as mudanças no comportamento do consumidor, a fim de lançarem produtos e serviços que de fato solucionem dores e desejos do seu mercado. Nesse mundo digital, o consumidor, além de ter maior poder através do acesso facilitado à informação, também muda suas preferências rapidamente, levando empresas a precisarem constantemente inovar.

No cenário em que estamos vivendo hoje, com o novo coronavírus e as incertezas subsequentes, tiramos a lição de que inovar é uma questão de sobrevivência. Ou seja, se antes a inovação era para quem buscava liderança em seu mercado, hoje também serve para quem quer continuar vivo.

Desde grandes até pequenos negócios têm inovado e se adaptado frente ao desafio do isolamento social. E o fator em comum em todas as estratégias que são usadas é a urgência. Ou seja, é necessário se transformar, e agora mais rápido do que nunca diante da crise econômica que se prolonga no País.

Mas, como lidar com prejuízo ou incertezas e ainda investir em inovação?

Já se conhece a frase “crises também são oportunidades de negócios”. A recíproca é verdadeira quando falamos do mercado de games.  Diante dos baixos resultados da economia nacional no momento, a indústria de jogos eletrônicos vive um boom histórico. Com cerca de 7,2 bilhões de pessoas no planeta, 1,8 bilhão delas seriam jogadores e a previsão é de que somente este ano sejam gastos mais de US$ 82 bilhões com jogos eletrônicos, sendo que desses, US$ 1,34 bilhão viria do Brasil.

No rastro desses números, o mercado de games no Brasil projeta alta acima de 5,3% até 2022, com faturamento que poderá atingir a casa dos US$ 2 bilhões.

A nova economia tem permitido empresas a ampliar seu horizonte de negócios e ganha quem acessar primeiro esse fascinante mundo virtual e adaptar sua estratégia de negócios. Em outras palavras, empresas que se conectam com públicos gamers, hoje em torno de 90 milhões de pessoas no Brasil – praticamente a metade da população – tem a oportunidade real de inovar sua estratégia de negócios e aumentar seu faturamento.

Estamos falando de Inovação Aberta. A premissa básica da inovação é definida no “trabalhar em conjunto”, complementando capacidades e expertises de diferentes organizações para acelerar a geração de resultados. A iniciativa serve como uma ‘conexão oficial’ com startups, que podem auxiliar em qualquer uma das unidades de negócios das grandes empresas. Não dá para inovar sozinho. Por mais incrível e gigante que uma companhia seja, ela não vai conseguir reunir todas as melhores condições para inovar sozinha. O mundo tem muitas cabeças pensantes.

Só no último ano, pouco mais 1.600 empresas fizeram projetos de inovação aberta com pelo menos uma startup – isso representa expressivo crescimento de 117% em relação a 2019. Portanto, ter consciência ativa de que a inovação aberta gera resultados impactantes para as empresas e para a sociedade é a semente para o início da transformação no modo de se relacionar com os agentes consumidores. Frutos desse negócio estão porvir em grande escala.

*Beto Vides – CEO Fundador da eBrainz – consultoria especializada em conectar pessoas e marcas ao universo de games e eSports.