Sobre #METAVERSOS

Sobre #METAVERSOS

11 de novembro de 2021 0 Por Redação Em Notícia

Depois de Covid19 e Vacina, essa com certeza é a palavra mais quente de 2021.

Nas últimas 3-6 semanas, estamos realizando uma série de reuniões, conversas criativas com marcas, empresas, publicitários e tantas pessoas geniais e genuinamente interessadas em “acertar o pé metatarso”.

A palavra está tão quente e hypada que todos querem fazer direito, construir algo único, exclusivo, proprietário, “MeuTaverso”.

A notícia não podia ser melhor. Muitos projeto, muitas soluções, muitos desafios, muitas criações e receitas, né?

A parte mais legal e intrigante é que essa expressão não tem nada de nova! O termo metaverso foi revelado pela primeira vez em 1992, no romance sci-fi, Snow Crash, de Neal Stephenson – humanos e seus avatares interagem entre si em um espaço virtual que usa a metáfora do mundo real.

Hmmmm, essa definição não soa como a maior novidade do mundo. Ao longo das minhas últimas 2 décadas de vida me lembro de fazer exatamente isso em metaversos bastente conhecidos, uns games, outros comunidades, alguns perdurando até hoje: Second Life, GTA, Tíbia, Instagram, MIRC, Twitter, Orkut, a lista não para.

Sim, metaversos. Usando a licença poética de interpretar metaverso dentro de seu universo de definições subjetivas e variadas, estamos sempre interpretando papéis, vestindo máscaras, com ou sem imagens de profile pics, vivemos avatares o tempo todo, seja no modo aventura de um game empolgante que nos absorve, seja capturados pela coleção de danças e desafios que te sequestram por horas em uma quarta-feira a tarde de TikTok.

Estou dizendo que nós já estamos no metaverso? Sim, exatamente.

A era digital é um metaverso em si, a jornada a ser investigada então é a da integração, viabilizada por usabilidade. As tecnologias disponíveis (em ampla escala, financeira acessíveis e ao alcance do ser-humano comum) ainda não conseguem entregar todo o potencial de exploração, conexão, interoperabilidade, sensação, previsão, fluidez e consistência que um mundo interconectado prevê.

Encarar o futuro por esse prisma é empolgante demais, já estamos lá (ou aqui), o que vai mudar é a maneira como fazemos o que já estamos fazendo, e isso muda tudo.